Por que gostamos tanto de
música? Por que alguns sons nos parecem sublimes e outros
insuportáveis? Por que um acorde é feliz, outro
triste, outro angustiado? A resposta a estas perguntas,
dentre muitas outras questões instigantes, faz de
"Música, Cérebro e Êxtase",
do pianista e compositor americano Robert Jourdain, um livro
arrebatador, cuja leitura nos traz uma compreensão inteiramente
nova sobre a música e o modo como ela nos emociona,
algumas vezes, até o êxtase.
Jourdain aproxima-se da música
pelos mais variados ângulos - da antropologia à biologia,
da estética à psicologia, da história à
filosofia. Ele tanto acompanha a evolução da
música desde seus primórdios, como examina a
maneira como o cérebro processa as hierarquias de som. O
autor analisa, ainda, dispositivos musicais, como melodia, harmonia e
ritmo, citando exemplos, que vão desde "A Pantera
Cor-de-rosa", de Henry Mancini, a Mozart e Stravinsky.
Com um texto informativo e atraente,
Jourdain nos apresenta a alguns personagens fascinantes, como
Mozart, começando a tocar cravo aos três anos;
Rosemary Brown, a médium que afirmava receber
composições de Brahms, Liszt, Chopin; e vítimas
de danos cerebrais que só esboçavam alguma
reação ao ouvir música. Sem exigir
conhecimentos musicais e científicos,
"Música, Cérebro e Êxtase"
é um livro que se destina a todos que amam a
música, modificando nossa forma de escutá-la e
iluminando de forma surpreendente o mundo dos sons.