O tempo, o homem, o menino. Do olhar vagamundo da
criança que queria ser maquinista da Central do Brasil. Do
encontro fugaz entre o jovem de batina e a moça no trem que
parte. Da perplexidade do homem diante das muitas prisões na
longa noite de 1968. Em O HARÉM DAS
BANANEIRAS, cem crônicas selecionadas de Carlos Heitor
Cony, a prosa genial do escritor reúne lembranças,
diálogos silenciosos, tramas, viagens ao encontro do mundo e
de volta para casa. De Lins de Vasconcelos, o cronista pode nos
levar à Itália, ou a um bar no interior da França,
quem sabe de volta à Lagoa, no Rio, onde caminha todos os
dias. O livro passeia, como o autor, por diferentes matérias de
memória.
Carlos Heitor Cony nasceu no Rio de
Janeiro e é na terra carioca, como assinala com afeto, que
exerce o ofício de viver. Jornalista e escritor sensível,
Cony se consagrou como um dos mais importantes romancistas do
Brasil. Autor de doze romances, ensaios biográficos e
várias traduções e adaptações,
é colunista diário da Folha de São Paulo
e cronista das revistas Manchete e República.
Suas colunas são reproduzidas em diversos jornais do
país.