Um divertido inventário
íntimo de Mario Prata
Você já se deu conta de como se
relaciona com as "coisas" que estão ao seu redor?
Ou que histórias elas têm para contar sobre sua vida?
Depois de criar no livro Minhas mulheres e meus homens um
dossiê afetivo de pessoas com passagens significativas em sua
trajetória, Mario Prata faz em MINHAS TUDO,
lançamento da Objetiva, um inventário íntimo de
seu cotidiano.
Numa linguagem simples,
mas com estilo refinado, Mario Prata escreve uma autobiografia
diferente. A partir de uma seleção de acontecimentos
prosaicos que, por um mero acaso, transformam-se em fatos
marcantes, engraçados ou trágicos, o leitor vai
construindo, caso a caso, um perfil do autor e descobrindo a
relação dele com o dia-a-dia. São os segredos
contidos naquela eterna gaveta de criado-mudo e que por um
incidente tornam-se públicos. Ou ainda, a
constatação de que passamos anos da nossa vida
usando o mesmo colchão. Nesta emocionada colcha de
retalhos particular, Prata alinhava a memória da sua casa, do
seu corpo, das suas coisinhas. Descreve o absurdo
burocrático existente num simples carimbo, constata a
capacidade de se emocionar com o desconhecido do lado.
Para cada história selecionada, Mario
usa uma palavra-chave, apresentando a versão dicionarizada
da mesma e em seguida narra uma conexão, pessoal e
intransferível, do vocábulo com seu cotidiano.
"Livro", por exemplo, significa a reunião de folhas ou
cadernos, montados em capa flexível ou rígida. Para
Mario, livro é aquele exemplar de "Os irmãos
Karamázovi", volume quatro, que traz o telefone de uma
tal de Dora e uma multa de trânsito datada de 1974.
Em MINHAS TUDO você vai rir e
se emocionar e, como numa câmera escondida, descobrir a
intimidade e fragmentos da trajetória desse cronista, mestre em
eternizar em palavras, sensações e marcas que pessoas
e coisas vão provocando em sua vida.
Mario Alberto Campos de Morais Prata nasceu
em Uberaba, Minas Gerais, em 1946.Como jornalista, trabalhou no
Pasquim, Folha de S. Paulo, Ultima
Hora, Estadão, Status, Careta.
Para a televisão, escreveu, entre outras, as novelas
"Estúpido Cupido" e "Dinheiro Vivo". No
teatro, é autor de peças como "Cordão
Umbilical", "Fábrica de Chocolate",
"Bésame Mucho" e "Salto Alto".
É autor de vários livros de sucesso como
"Schifaizfavoire", "Mas Será o
Benedito?" e "Minhas Vidas Passadas (a Limpo)",
"Minhas Mulheres e Meus Homens" e "Os Anjos de
Badaró".