O Cheiro de Deus   Saiba como comprar Entre em contato com a Objetiva Conheça alguns lançamentos da Objetiva para saber mais sobre a Objetiva
Compare preços
para este título
Compare preços para este título

O Cheiro de Deus
Roberto Drummond
Romance   408 páginas
Coleção Biblioteca Drummond
Capa e projeto gráfico: Silvana Mattievich
ISBN: 8573023872


O Novo Romance de Roberto Drummond

Roberto Drummond aprendeu com Ivan Turguenevi e Thomas Mann que "se você tem uma família, não precisa inventar outra, é só escrever sobre ela". Em Hilda Furacão, o autor, seguindo a máxima dos escritores europeus, fez-se de narrador e colocou em cena o seu clã. A inspiração de Drummond para criar o romance O CHEIRO DE DEUS, que chega às livrarias, depois de 11 anos e 23 versões escritas à mão, veio, mais uma vez, de sua árvore genealógica.

Dessa vez, o autor reinventa sua família para contar a história de uma dinastia inquieta e poderosa que tem como matriarca Inácia Micaela, que aprendeu a fazer amor com o tio e com ele se casou, alimentando a mistura e os arrepios da família.

A narrativa arrebatadora de Drummond nos conduz para saga desta mulher que, armada com um rifle, aguarda o ataque de seu grande inimigo político, Coronel Bim Bim, único e inconfessável amor de sua vida, que se dirige à sua casa, na Belo Horizonte dos anos 50, com alguns jagunços, com a promessa de levar a cabeça da adversária para a cidadezinha de Cruz dos Homens e pendurá-la no casarão de 28 janelas. Aos 65 anos, Inácia está cega e teme morrer sem ter tempo de realizar seu grande sonho — apurar o olfato para sentir o cheiro de Deus.

Mestre de um gênero literário distinto, a que poderíamos chamar realismo sobrenatural, Roberto Drummond sabe que em sua terra nada é proibido — em Minas o natural e o sobrenatural convivem em perfeita harmonia. As tradições e crenças mineiras alimentam, de forma peculiar, o imaginário de sua gente através de histórias que passam de geração a geração. E muitas vezes as fronteiras entre o real e o irreal se tornam bastante tênues.

É nesse cenário onírico e instigante que o autor constrói a trama de O Cheiro de Deus. O leitor é conduzido a um universo onde fatos políticos como a disputa entre a UDN e o PSD são tratados com a mesma desenvoltura e naturalidade que personagens fabulares como Catula, uma jovem de beleza estonteante que muda a cor da pele com a chegada da frente fria; Júlia Preta e seu canto aziago que prenuncia morte; a mula sem cabeça que enxerga, o médium que psicografa Dostoievsky e as cinco irmãs que são um pouco anjos, um pouco demônios também. Entre os Drummond, que dificilmente escapam da febre do incesto, a alegria do sexo pode triunfar sobre as tristezas do mundo — mas a vocação para o sofrer revela uma espécie de prazer.

Para a publicação de O Cheiro de Deus, Roberto Drummond protagonizou uma disputa entre cinco grandes editoras. Bateu o martelo e fechou com a Objetiva. O contrato assinado com a editora prevê ainda o relançamento de sua obra completa, revista pelo autor e com um tratamento editorial de coleção: o selo Biblioteca Drummond. Em breve, estarão de volta às livrarias títulos como A Inês é Morta; A Morte de D.J. em Paris; Sangue de Coca-Cola; Quando Fui Morto em Cuba e Hilda Furacão.

Um dos mais lidos, estudados, e comentados autores brasileiros, motivo de inúmeras teses de mestrado e doutorado, Roberto Drummond nasceu na Fazenda do Salto, município de Santana dos Ferros, no Vale do Rio Doce, uma das mais violentas regiões de Minas Gerais, terra de pistoleiros, lobisomens, almas do outro mundo e de grandes contadores de histórias, seus primeiros mestres literários.

Jornalista nos anos 60 e, mais tarde, cronista de futebol — destino inevitável aos que eram classificados como subversivos pela ditadura militar — , estreou na literatura ganhando, em 1971, com A Morte de D.J. em Paris, o maior prêmio literário brasileiro da época, o Concurso de Contos do Paraná, que antes havia premiado Dalton Trevisan, Rubem Fonseca e Garcia de Paiva. Transformado em livro de contos e editado pela Ática, com uma tiragem recorde na época (30 mil exemplares), recebeu o Jabuti, como autor revelação, em 1975.

Em sua fase de literatura pop, escreveu o romance O Dia em que Ernest Hemingway Morreu Crucificado, saudado pelo cineasta Glauber Rocha como "um maravilhoso panfleto antiimperialista". Encerrando o ciclo pop, escreveu o romance Sangue de Coca-Cola e o livro de contos Quando Fui Morto em Cuba.

Iniciou uma nova fase literária com os romances Hitler Manda Lembranças e Ontem à Noite Era Sexta-Feira. Em 1991, com o romance Hilda Furacão conheceu seu maior sucesso. Durante mais de um ano figurou em todas as listas dos mais vendidos do país. Traduzido para o francês e o espanhol, e em tradução para o sueco, o livro foi escolhido por um júri formado por especialistas e professores de literatura, numa promoção do jornal O Globo, como um dos cem melhores do século em língua portuguesa. Levada ao ar pela TV Globo, a história, adaptada por Glória Perez, virou uma das minisséries de maior sucesso da televisão brasileira.

Em 1993 publicou o romance A Inês é Morta e reuniu contos publicados em revistas e jornais no livro de bolso O Homem que Subornou a Morte.




Objetiva      Destaques      Contato      Como Comprar

editoras.com