Premiada escritora mexicana celebra a vida com
histórias curtas de ousadias femininas
Em
MULHERES DE OLHOS GRANDES, a escritora mexicana
Ángeles Mastretta monta um mosaico de rostos femininos
(Leonor, Fernanda, Verônica, Mônica) que se aglutinam
numa única face: a de um tipo de mulher que virou a mesa no
século XX, latino-americana, fruto de uma cultura repleta de
revoluções, música, golpes, amores, ditaduras e
desejo. Para cada uma delas estava destinado a vida resumida ao
feudo familiar. Mas elas abriram frestas, deixando escapar amor e
valentia.
MULHERES DE OLHOS GRANDES
reúne 37 pequenas narrativas desenhadas com simplicidade
familiar. O narrador é onisciente e se apresenta como uma
testemunha muito próxima das heróicas, divertidas,
dramáticas e reveladoras histórias de uma galeria de
tipos aos quais chama de "tias": mulheres espertas, de
olhos atentos, sentidos apurados e que não deixam a vida
escapar pelas suas mãos.
Em todas as
histórias, um impasse. Momentos em que nossas
heroínas nos surpreendem, tirando sempre um coelho extra da
cartola, dando a volta por cima, revolucionando. Isto porque aceitam
o risco dos novos caminhos.
É Natalia Esparza, que
um dia se vê subitamente tomada de paixão pelo mar.
É Elena, que enfrenta com o pai os revezes de uma
revolução. É Carmen que enfrenta o
adultério do marido depois de um casamento de 15 anos.
É Leonor, ainda capaz de reunir nêsperas e amores de
outrora.
Com sua narrativa refinada, Ángeles
Mastretta nos delicia com histórias delicadas, divertidas,
sensuais, num delicioso retrato da mulher, seus sonhos, seus
desejos.
Ángeles Mastretta nasceu em 1949.
Jornalista e escritora, seu romance Mal de amores,
também publicado pela Objetiva, ganhou o prêmio
Romulo Gallegos, em 1997, considerado o mais importante
prêmio literário da América Latina.