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JK - O artista do impossível
Cláudio Bojunga
Biografia   800 páginas
ISBN: 8573024070


A biografia definitiva de Juscelino Kubitschek

JK , O ARTISTA DO IMPOSSÍVEL, de Claudio Bojunga, conta a história de um homem, de uma época e de um país. Um homem que ousou governar com imaginação, uma época em que os brasileiros deram as costas à derrota — e viveram o sonho intenso de serem modernos, cosmopolitas, viáveis. Este livro é uma reparação ao mais republicano dos presidentes e uma tentativa de entender por que um regime dinâmico e livre foi o verdadeiro "regime de exceção" na história do Brasil do século XX.

Para os que vivenciaram os anos dourados e os anos de chumbo, JK O ARTISTA DO IMPOSSÍVEL é um acerto de contas com a memória. Uma reflexão com o necessário distanciamento sobre tudo o que Juscelino significou para a nossa história. Para a nova geração, a oportunidade de conhecer sobre o homem, que à frente de seu tempo, tentou projetar um Brasil melhor para o futuro e cujos ideais floresceram em nossa cultura, e em nossa auto-estima como brasileiros.

JK – O ARTISTA DO IMPOSSÍVEL

OS ANOS JK
O fascinante retrato de uma época

por Claudio Bojunga

Foi um momento mágico de crescimento econômico, democracia política e florescimento cultural. Os anos JK foram também a época em que o Brasil estabeleceu uma conexão madura com o resto do mundo, atualização perfeitamente compatível com nossa identidade mais profunda.

Para reconstituir a trajetória de Juscelino de Oliveira Kubitschek, Claudio Bojunga mergulhou numa longa, minuciosa e reveladora pesquisa sobre essa época de esperança e oportunidades, espremida entre o Estado Novo e o sombrio período militar. Numa empreitada que lhe consumiu uma década de trabalho, o escritor conseguiu entrevistar boa parte dos atores e coadjuvantes históricos dos anos 50, muito deles desaparecidos nos últimos dez anos. Graças aos preciosos testemunhos de políticos, diplomatas, economistas, historiadores, sociólogos e artistas, o autor acabou por produzir mais que uma biografia de Juscelino: na verdade, o livro se configura como um ensaio político sobre a modernização do Brasil no século XX — aventura em que JK desempenha o papel central.

Claudio Bojunga é carioca. Formou-se em Direito e estudou Política Internacional no Instituto de Estudos Políticos de Paris. Jornalista desde 1969, trabalhou como repórter, redator, crítico e correspondente internacional. Foi editor especial da Veja, diretor de jornalismo da TV E e editorialista do Jornal do Brasil. Escreveu o texto do filme Os anos JK, de Silvio Tendler, realizou documentários e séries para a TV. Também é autor dos livros Viagem à China aberta e Viagem ao Brasil desconhecido, em parceria com Fernando Portela.

JK – O ARTISTA DO IMPOSSÍVEL

A aventura do diamante
Uma narrativa original e envolvente

O escritor Pedro Nava comentou certa vez sobre Juscelino, seu amigo desde os tempos de colégio: " Os nascidos em Diamantina têm todas as virtudes do mineiro, uma por uma, mas não os defeitos, já que descobriram uma coisa chamada alegria de viver. E JK seria o protótipo do diamantinense. Acho inclusive que Diamantina explica Juscelino. Precisava aparecer alguém que fizesse a biografia dele misturando sua vida às aventuras do diamante, à alegria de Diamantina, às serestas, às igrejas, às casas velhas e à alma meio louca e meio menina de Diamantina."

Inspirado na sugestão de Nava, Claudio Bojunga recria nesse livro a trajetória de JK traçando um paralelo com todo o processo de criação de um diamante — da lavra, passando pela extração, o crivo, a lapidação, o polimento, o engaste, o brilho, a dilapidação, chegando a seu estilhaçamento e, enfim, à restauração. O leitor pode acompanhar passo a passo a saga do menino pobre de Diamantina que se tornou um dos presidentes mais populares da história do país, viveu dias de glória e prestígio, foi alijado da política pela ditadura militar e morreu vítima de um acidente cujos indícios, pinçados nos contextos internacional e nacional de 1976, podem sugerir um atentado conspiratório.

Mesmo comprometido com a verdade histórica que uma biografia exige, Bojunga não deixa de lançar mão de um tom lírico, épico e apaixonante para melhor definir o mineiro de porte altivo — que tinha como marca principal de personalidade o otimismo, a alegria e o espírito empreendedor.

JK - O ARTISTA DO IMPOSSÍVEL

Depoimentos sobre Juscelino

"Juscelino foi para a atividade pública o que Mauá representou para as atividades empresariais".
Gilberto Freyre

"Vi Brasília e não acreditava que fosse dar certo. Hoje sinto o significado dessa coisa que, acredito, nem o próprio Juscelino sentia. Brasília é impressionante e está operando no Brasil uma verdadeira mutação que se desenrola perante nossos olhos. O Brasil está se tornando um império, não no sentido de um império colonial, mas uma nação-império."

"De todos nós, é o nome dele que vai durar mil anos. Daqui a um século ou mais, pode ser que algum sujeito decida fazer uma pesquisa para saber se fulano fez um discurso assim ou assado, consulte livros para saber se Drummond escreveu determinado poema. Mas não ele. Juscelino estará na memória das gerações porque a sua aventura vital foi extraordinária."
Afonso Arinos

"Juscelino permitiu a utopia estética baiana."
Glauber Rocha

"Amigos, o que importa é o que Juscelino fez do homem brasileiro. Deu-lhe uma nova e violenta dimensão interior. Sacudiu dentro de nós insuspeitadas potencialidades. A partir de Juscelino, surge um novo brasileiro".
Nelson Rodrigues

"JK quebrou o clichê do presidente poseur, típico da República Velha. Sua afabilidade raiava pela imprudência, sempre mal compreendida pelos brasileiros que só acreditavam no exercício do poder à antiga, nos durões como Bernardes e Getúlio."

"Juscelino foi o nosso primeiro presidente "não conselheiral": era pedestre, comunicativo e próximo."
Antonio Callado

"JK foi um homem que fez coisas importantes - um homem doce."
Tom Jobim

"JK era homem aberto, auditivo, receptivo, fino sistematizador. Recebia informações novas e as incorporava de forma permanente, redisciplinando seu espírito. Ficava grato a quem lhe trouxesse ângulos inesperados. Não tinha preconceitos ideológicos: ouvia adversários e opiniões discordantes e não se importava com a orientação filosófica ou doutrinária do interlocutor. Aceitava a palavra dos estigmatizados da esquerda, assim como os conselhos moderados das raposas de antanho. Vivia na transição de dois Brasis e saltitava na corredeira da história justificando o apelido pelo qual ficou conhecido."
Antonio Houaiss

"Minha geração teve o privilégio de viver sua juventude durante esses anos de ouro do século, os anos de liberdade desenfreada, da onipotência adolescente, de descontraída irresponsabilidade. O futuro era para amanhã de manhã. O Brasil estava à nossa frente, tinha-se de correr atrás dele. Juscelino substituiu o vício da dor pela pedagogia da alegria."
Cacá Diegues

"Se houvesse que compará-lo a alguém, eu lembraria Cristovão Colombo, esse outro grande obstinado. Todos os especialistas seus contemporâneos estiveram de acordo em que os dados que usava o genovês sobre o tamanho do Planeta Terra eram equivocados, sendo ele um primário ou um louco. Como a ninguém ocorreu que pudesse existir um continente novo, até então desconhecido dos europeus, demonstrava-se facilmente que, com os meios à sua disposição, Colombo praticava uma insensatez pretendendo alcançar a Ásia pelo Ocidente. Mas ele não arredava o pé de suas certezas, e tão grande era sua fé que contagiava outras pessoas. Finalmente, abrindo suas modestas velas e dirigindo a proa para o poente, como um Dom Quixote guiado por alucinações, veio a descobrir o Novo Mundo. Seu projeto era equivocado. O resultado final, contudo, foi de muito superior ao que ele almejava."
Celso Furtado

"Juscelino é o poeta da obra pública."
Guimarães Rosa

"Quem quiser ser inimigo de Juscelino deve ficar pelo menos seis léguas de distância. O homem é uma pilha de simpatia humana."
San Tiago Dantas

"A imagem que Juscelino transmitia era modernizante. Ao convidar investidores estrangeiros para a viabilização das metas da indústria automobilística, de construção naval e de mecânica pesada, rompia com a xenofobia estatizante da era Vargas. Era um vendedor de esperanças e um tocador de obras, disposto a quebrar rotinas burocráticas".

"A pergunta que, inconscientemente ou conscientemente, a sociedade brasileira se faz é: como voltar ao desenvolvimento, como participar do crescimento mundial? Existem dois exemplos anteriores: um no governo civil democrático, o outro no regime militar. A preferência, é claro, vai para a experiência civil. Isto explica a racionalização da reconstrução amorosa do período JK: foi o crescimento em regime democrático. A segunda experiência foi o regime militar, que por vários aspectos revela-se sem atração".
Roberto Campos

"Juscelino foi o único presidente que fundiu o desenvolvimentismo com a proposta democrática. Sua candidatura foi contestada de forma violenta. Sua posse foi contestada. Durante seu governo, houve duas revoltas militares e perturbações gravíssimas. Há um grande mérito em JK do ponto de vista da democracia, que é essa idéia pouco freqüente no Brasil de aceitar o conflito como inerente à política. O que precisamos são regras pelas quais se possa processar esses conflitos. Neste sentido, JK foi um modelo de democrata. Democracia é muito feita de rotina. JK nos deu a lição de que isto seria possível."
José Murilo Carvalho

"Juscelino define um período histórico, a estrutura, a totalidade, a essência de uma época É mais o começo do que o fim de um período sintetizando novos valores. Havia o sentimento do triunfo, não de um ou de uns, mas da grande maioria."
José Honório Rodrigues

"Fora sua simpatia radiosa, seu espírito sempre alerta, sua alegria sadia, seu zelo pelos estudos, seu prodigioso coração - outros predicados não distinguiam aquele menino vindo da casinha de porta e três janelas da rua do São Francisco, na Diamantina, dos outros meninos da sua turma. Era um moço de talento entre tantos outros bem dotados daquele grupo de doutores de 1927. Ainda não se tinham produzido as circunstâncias sociais e políticas que iriam transformar esse homem num gênio nacional, que figura em nossa história no rol em que estão o nosso descobridor, os desbravadores, os bandeirantes, os integradores da pátria, os fautores da unidade nacional, os libertários da Inconfidência, do Dezessete e Vinte-e-quatro, os pró-homens da Independência, Abolição, da Proclamação da República, os Grandes Chefes de Estado. Dos últimos foi o maior e sua glória excede às de D.João, dos Pedros, de Isabel, de Prudente e dos Conselheiros porque nenhum desses governos foi tão cheio de conseqüências como o seu. A construção de Brasília e a conquista do Oeste desviaram completamente o curso da nossa história e deram-lhe perspectivas até hoje não avaliadas."
Pedro Nava

"Se fosse paulista, queria uma estátua de Juscelino em todas as esquinas da cidade. Afinal, Juscelino foi o criador da São Paulo moderna."
Walther Moreira Salles

"Acho que o melhor presidente que o Brasil já teve, pelo menos aquele que trabalhava com Plano de Metas e tentou cumprir este plano, foi Juscelino Kubitschek. Não acredito em quem não tem objetivos, não tem projetos, não sonha alto. Eu acredito em gente como Juscelino."
Luís Inácio Lula da Silva

"Hoje, Juscelino é uma unanimidade. Soube governar com sentido democrático por compreender que, em uma sociedade complexa como a brasileira, a tolerância e o trabalho permanente de aproximar forças divergentes são os únicos caminhos para fazer com que a política cumpra o seu objetivo maior: servir ao bem público. Juscelino foi, essencialmente, um articulador de consensos, um homem de ação, de resultados. JK alcançou o que poucos estadistas conseguem: criar uma nova identidade nacional".
Fernando Henrique Cardoso




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