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Soberba - O Vo da Rainha
Tomás Eloy Martínez
Romance   280 páginas
Coleção Plenos Pecados
Capa e projeto gráfico: Victor Burton
Ilustração da capa: Nélson Félix
ISBN: 8573024399


A soberba inspira o último volume da coleção Plenos Pecados, assinado por Tomás Eloy Martínez

"A obra de Martínez é o fenômeno literário latino-americano mais importante desde Cem anos de solidão." The New York Times

Adão, no Paraíso, mordeu o fruto proibido com a ambição de tornar-se Deus. Já na Argentina, políticos se alimentam da corrupção; imprensa e governo disputam uma queda de braço para provar poder; e um influente jornalista se apaixona obsessivamente por uma repórter em início de carreira.

Em comum, um pecado guia os passos do bíblico Adão, da política Argentina, do jornalista Camargo e de sua amante, Reina: a soberba, mal que inspirou O VÔO DA RAINHA, de Tomás Eloy Martínez, volume final da coleção Plenos Pecados, da editora Objetiva.

O VÔO DA RAINHA é a crônica de um crime e de uma pátria. Fiel ao estilo ficção/não-ficção, o autor concebeu uma história que atravessa de 1997 a 2001, "uma metáfora do que acontece na República do Prata" afirma Tomás.

Como protagonistas, Camargo e Reina. Diretor do mais importante jornal da capital, o Diário de Buenos Aires, Camargo está empenhado numa verdadeira cruzada contra a corrupção nos altos escalões do governo. Com a mesma virulência e vaidade, apaixona-se por Reina.

"Camargo está nesta batalha, mas o faz para demonstrar que é mais forte que o poder. Para ele, a busca da informação é a busca do poder. Já Reina é ambiciosa, se entrega ao chefe por curiosidade. Creio que sejam os personagens mais bem construídos que já fiz" analisa Tomás Eloy Martínez.

Quando tenta por um fim à relação, no entanto, Reina descobre que o poder exercido soberbamente por Camargo ultrapassa as relações profissionais. "E ela passa a ter problemas", adianta o autor.

O VÔO DA RAINHA chega ao mercado como vencedor do mais importante prêmio literário para inéditos de língua hispânica, o Alfaguara, da Espanha.

 

Tomás Eloy Martínez

"A literatura forma parte da liberdade e dos sonhos.
E não podemos viver sem nenhuma destas coisas" Tomás Eloy Martínez

Nascido em 1934, o argentino Tomás Eloy Martínez desenvolveu uma prestigiosa carreira jornalística, literária e acadêmica.

Como jornalista, foi co-fundador de importantes impressos do cone sul, nos anos 70, como El Diário de Caracas, na Venezuela, o Siglo 21, no México lançados quando Tomás se encontrava exilado e a revista Primero Plano, na Argentina. Escreve regularmente para o jornal portenho La Nation. Colaborou com a Folha de S.Paulo.

A Argentina é tema grato aos romances de Tomás. Como analisa o escritor Carlos Fuentes:

"Martínez está escrevendo a história de um país latino-americano auto-enganado, que se imagina europeu, racional, civilizado, e que amanhece um dia sem ilusões. Tão latino-americano quanto Venezuela e México, porém mais enlouquecido porque jamais se acreditou tão vulnerável, tão brutalmente selvagem como seus militares, tão brutalmente corrupto, como seus políticos, tão brutalmente ineficaz, como seus tecnocratas."

Entre os livros escritos por Tomás Eloy Martínez, estão: Sagrado, La mano del amo, La novela de Perón e o best-seller Santa Evita. O autor também dedica-se aos contos e ensaios sobre cinema.

O V Alfaguara de Novela é o primeiro prêmio literário da carreira de Martínez. "Fui jurado de muitos prêmios, mas nunca havia me candidatado a nenhum. E me alegra que o prêmio tenha incidido sobre um argentino, em um momento em que as desditas se abatem sobre o meu país". O Alfaguara concede ao vencedor um prêmio de 175 mil dólares.

Desde julho de 1995, Tomás Eloy Martínez dirige o Progama de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Rutgers, em Nova Jersey, EUA. Anualmente ministra uma das mais disputadas oficinas para jornalistas da Fundação Novo Periodismo Latino-americano, inaugurada em 1994, por Gabriel Garcia Márquez.

 

Com a palavra, Tomás Eloy Martínez

A chave do romance O vôo da rainha

A obra aborda o problema da identidade. Todo mundo tem em alguma parte o seu gêmeo; a cada história, corresponde outra, que acontece em lugar distinto. A identidade não tem contornos precisos, há duplicidades por todas as partes. E também espelhos invertidos.

Ficção e realidade em O vôo da rainha

A realidade e a ficção se mesclam com muita freqüência. O mundo tende a infiltrar-se nas novelas. Mas desta vez não parti de nenhum episódio concreto, como em livros anteriores. Conto uma história de amor. Como pano de fundo, são refletidos os tantos fatos históricos que foram acontecendo durante o tempo em que a trama ia se desenvolvendo.

A literatura e a política

Para o escritor latino-americano, participar da vida pública tem sido, desde sempre, quase uma obrigação. Inclusive em Borges, um autor tão pouco inclinado ao político, muitas de suas obras podem ser lidas como uma resposta ao peronismo.

A literatura e o jornalismo

Não há nenhum grande escritor latino-americano que não tenha sido, igualmente, um grande jornalista. O peruano César Vallejo, o chileno Pablo Neruda, o colombiano Garcia Marquez e o brasileiro Euclides da Cunha são alguns exemplos.

Diferença entre o escritor e o jornalista

O jornalista tem a obrigação de ser fiel à verdade, aos leitores e a si mesmo.O escritor só tem de ser fiel a si mesmo. Se pensar nos leitores, termina por trair-se. No que diz respeito à verdade, a literatura se movimenta sempre na ambigüidade. Essa é a sua verdade.

A soberba e o caos na Argentina

A Argentina sempre quis ser um país europeu. E quiçá isso não tenha sido um erro, esse afã por se distinguir tanto de seus vizinhos. Agora mesmo, a situação é catastrófica e daquela velha distinção, só o que resta consistente são as conquistas em matéria de educação e cultura. Mas o futuro é negro e também estas podem ir a pique. A crise atual é o resultado de uma forma errônea de se entender e aplicar a globalização.

Tomás Eloy Martínez e O vôo da rainha.

Esta novela veio levantar o meu ânimo. O desenvolvimento deste romance passou por várias interrupções, provocadas por uma enfermidade pela qual passei, mas que teve um desenlace feliz. Logo em seguida veio a morte de minha esposa, em um atropelamento do qual também fui vítima, e que me paralisou durante seis meses.

 

Coleção Plenos Pecados

Lançada em 1998, a série Plenos Pecados, da editora Objetiva, surpreendeu o mercado brasileiro ao vislumbrar um formato editorial pouco desenvolvido até então: o de coleção temática.

E o mote foi tentador: os sete pecados capitais — inveja, luxúria, avareza, preguiça, ira, soberba e gula.

Um convite à reflexão; e também ao prazer.

Temas que fascinam e aprisionam os homens, ao longo de séculos, os pecados são analisados, nesta coleção, sob um prisma contemporâneo e libertador: o que deles permanece, como noção de ofensa e erro, em nosso imaginário? Que limites traçam, até onde nos desafiam? Como oscilar, sem culpa nem medo, entre a condenação e a celebração do pecado?

Para escrever sobre os temas foi eleito, cuidadosamente, um time de pecadores de mão cheia. Cada qual com o seu pecado, ei-los:

O escritor argentino Tomás Eloy Martínez fecha a coleção, com um pecado que anda mudando a cara do mundo contemporâneo: a soberba.

A coleção Plenos Pecados é um dos mais bem-sucedidos projetos editoriais brasileiros, com 260 mil exemplares vendidos e freqüência assídua na lista dos mais vendidos.

 

Soberba, o pecado capital

Afinal, o que é a soberba, este pecado classificado por Gregório, papa entre 506 a 604, como o mais venal, a origem de todos os males, devendo, portanto, encabeçar a lista dos vícios capitais?

Segundo definição do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, soberba é: altura de algo que é superior a outro; elevação; sentimento de altivez; arrogância.

Na definição do padre Teodoro del Greco, a soberba é um desejo desordenado da própria superioridade.

São filhos da soberba: ambição, presunção, vanglória, hipocrisia e ostentação.

Teologicamente, faz-se distinção entre a soberba e o orgulho. Este é compatível com a humanidade e justifica-se pela condição do homem de filho de Deus. Já a soberba é a manifestação ridícula, arrogante, afetada, de um orgulho ilegítimo.

Alceu Amoroso Lima, em série de artigos sobre os sete pecados capitais publicados em 1982, pelo Jornal do Brasil, aponta que na soberba ocorre a autodivinização do homem. É ela fruto de todos os pecados porque nega a existência deles ao afirmar a superioridade do homem sobre todas as coisas, contesta a existência de falhas humanas.

 

Artistas em pecados contemporâneos

Para conceber graficamente as idéias desenvolvidas pelo time de pecadores que assinam os sete volumes da coleção Plenos Pecados, a editora Objetiva convidou um grupo de artistas plásticos brasileiros. Cada qual apresentou, em ilustração de capa e miolo, sua concepção original do pecado. O projeto gráfico da série Plenos Pecados foi criada por Victor Burton.




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