"Um estilo soberbo. Uma obra maravilhosa... Cahill
é feliz ao retratar as realizações do Papa
João XXIII com clareza, respeito e exatidão. Altamente
recomendável". - Library Journal
Papa João XXIII começa com a história
concisa, mas de alcance geral, da Igreja Católica e do
papado, culminando no breve, mas inesquecível, reinado de
Angelo Giuseppe Roncalli como Papa João XXIII, em meados
do século XX. Aos 76 anos, ele não era uma figura
pública muito conhecida, nem um teólogo altamente
treinado; assim, de início, acreditou-se que seria apenas um
papa de transição. Durante seu reinado, entretanto, ele
instituiu mudanças produtivas e sem precedentes, que
refletiram sua preocupação com as aflições
da humanidade.
Diferente de seus predecessores,
João gostava do contanto com as pessoas recusando-se a
permanecer um "prisioneiro" do Vaticano. Em suas
andanças visitou um presídio italiano onde um
assassino atreveu-se a se aproximar do papa e perguntar:
"Há perdão para mim?" Em resposta,
João simplesmente tocou-o em seus braços e o
abraçou. Aquele era um papa como o mundo nunca vira, ele
amava mais as pessoas do que o poder.
O autor revela
como o Papa João XXIII conseguiu reverter algumas
políticas da Igreja, influenciando de maneira
extraordinária a vida de católicos e cristãos de
todo o mundo; explica em detalhes como o papado tem mudado
através dos séculos; e como seu sucessor João
Paulo II eliminou muitas de suas políticas mais progressistas.
Em uma prosa agradável e apaixonada, Cahill
acompanha a vida do pontífice de suas raízes
camponesas ao marcante Segundo Concílio do Vaticano, com
sua ênfase na justiça social para todos, assinalando o
começo de uma verdadeira mudança na Igreja
Católica e em sua relação com o mundo moderno.
Essa visão mais humana da Igreja já estava presente
desde os tempos em que Ângelo era um jovem estudante do
direito canônico. Nesta época o futuro Papa escreveu
um artigo no jornal diocesano La Vita Diocesana no qual
afirmava que um bispo "tem o dever de ser caridoso com o fraco
que está sofrendo pelo triunfo da justiça".
"Afirmar que um bispo não deve abraçar a causa do
oprimido" seria não ver que nos evangelhos "a
preferência de Cristo é pelos deserdados, fracos e
oprimidos". Temos aí Ângelo na primeira
década do século XX antecipando o insight
essencial dos teólogos da libertação
latino-americanos da década de 70 e, até mesmo,
adiantando o que se tornaria
Num texto que cativará
igualmente católicos e não-católicos, Cahill
combina, com sua rara habilidade, imaginação,
discernimento interpretativo e erudição, conseguindo,
assim, refletir a intuição, espontaneidade e visão
imparcial do próprio Papa João XXIII.
Thomas
Cahill, estudou com os maiores especialistas em literatura e estudos
bíblicos dos EUA, no New Yorks Union Theologicla
Seminary, na Columbia University e Fordham University. Foi diretor da
editoria de publicações religiosas da Doubleday, é
autor da aclamada série A história não
contada, que se caracteriza por seus textos ao mesmo tempo
sensíveis e eruditos. Como os Irlandeses Salvaram a
Civilização, A Dádiva dos Judeus e
O Desejo das Colinas Eternas, lançados pela Objetiva,
fazem parte desta série. Dominando o hebraico, latim, grego
antigo, francês e italiano, além do inglês, ele hoje,
aos 61 anos,dedica-se inteiramente a escrever seus livros.