"Um painel excelente (...) uma compreensão
precisa do enigmático personagem que se tornou
Napoleão ao longo dos séculos."
Booklist
"(...)fluente,claro e bastante
pessoal." Book Magazine
"Um
ensaio sério e incisivo(...)." The
Independent
"Fascinante para qualquer
fã de História(...)." National Review Book
Service
O olhar sucinto,
crítico, cético e inusitado de Paul Johnson sobre o
mito napoleônico
Poucas pessoas causaram
maior impacto na História do que Napoleão Bonaparte.
Embora tenha exercido o poder somente durante uma década
e meia, seu impacto sobre o futuro durou até o final do
século XX, quase 200 anos após sua morte. Na
verdade, sua influência talvez não tenha ainda
desaparecido.
Em NAPOLEÃO, da
série Breves Biografias, o leitor pode
acompanhar a carreira de Napoleão Bonaparte a partir da erma
ilha da Córsega e sua formação inicial em Paris
era um soldado audaz com um dom quase sobrenatural para
os combates, a cartografia e a estratégia , passando
por suas importantes vitórias na Itália, a ditadura militar
e as campanhas por toda a Europa, até chegar ao amargo fim
na longínqua ilha de Santa Helena.
Paul Johnson, no
entanto, como afirma o Library Journal, apresenta nesse livro
um novo olhar sobre o tão estudado velho general, um
tratamento anti-romântico, focalizando de forma incisiva os
problemas que ele identifica no "Bonapartismo".
Um dos pontos que o autor destaca é o fato de Bonaparte
não ter sido um ideólogo, e sim um oportunista que
aproveitou da Revolução Francesa para alçar-se
ao poder supremo. O advento da Revolução levou ao
absolutismo, como era quase inevitável, e o
incansável guerreiro foi seu beneficiário. Uma vez
instalado no poder, buscou incessantemente ainda mais poder,
expandindo seus domínios até abarcar a maior parte
da Europa. Napoleão sempre confiou nas baionetas e no
canhão. A força terminou por ser a única
linguagem que entendia, e o julgamento pela força finalmente
lhe foi desfavorável.
Ele desatou na Europa as
guerras mais destruidoras que o continente jamais conhecera. E a
partir daí surgiu um novo conceito de guerra total, e com ele
desenvolveram-se outras instituições: a polícia
secreta, a espionagem profissional em larga escala, as
máquinas de propaganda dos governos e a
falsificação de movimentos supostamente
democráticos,de eleições e de plebiscitos.
Johnson interpreta a vida de Napoleão no cenário
dos acontecimentos de seu tempo, mostrando como seu legado
complexo e violento gerou regimes totalitários no
século XX, fazendo-nos uma séria advertência
para o século XXI.
PAUL JOHNSON tem
72 anos e mora atualmente em Londres. Considerado um dos mais
renomados historiadores contemporâneos, é autor de
várias obras de referência em história, filosofia e
religião. Em sua obra, destacam-se títulos, traduzidos em
vários idiomas, como Modern Times, A history of
American People, The Birth of The Modern, The
History of Christianity e O Renascimento este
último já publicado pela Objetiva, na
Coleção História Essencial.