"A obra de Bunin se alinha em qualidade com a de Turgenev e
Tchekhov." Kirkus Review
"As
histórias deste livro têm a profundidade emocional de
Tchekhov." Publishers Weekly
"Bunin é um mestre em capturar o efêmero...
e chegar ao íntimo da condição humana."
Library Journal
Antologia reúne contos inéditos,
em língua portuguesa, de Ivan Bunin, Prêmio Nobel de
Literatura
Primeiro escritor russo a receber o
prêmio máximo da literatura mundial, em 1933, Ivan
Bunin (1870 1953) é tão conhecido na
Rússia hoje quanto qualquer um dos grandes realistas do
século XIX como Leon Tolstoi e Anton Tchekhov. Desde a
década de 1960 publicaram-se dezenas de estudos
críticos sobre sua poesia e prosa, e as novas
edições de seus livros continuam desaparecendo
rapidamente das livrarias russas. Mas Bunin não viveu para
testemunhar o reconhecimento de sua obra em sua terra natal.
Perseguido, após a revolução de 1917, Ivan
Bunin fugiu da Rússia, onde seus textos foram proibidos. Nos
anos 40, a simples menção a seu nome tornou-se crime
passível de punição. No exílio em Grasse,
na França, o autor viveu um período de produtividade
notável e conquistou o reconhecimento da crítica e de
escritores europeus consagrados como André Gide, Ranier
Maria Rilke e Thomas Mann.
Mesmo com todo esse
prestígio, Bunin permaneceu, muito tempo, desconhecido nos
países de língua inglesa.
Insatisfeito com as
pouquíssimas traduções do inglês para o
russo que não captavam com precisão a essência
da narrativa buniniana, o tradutor Graham Hettlinger, um
fã ardoroso do escritor, decidiu organizar uma antologia
reunindo contos representativos de sua obra.
Em
INSOLAÇÃO, que chega ao Brasil, numa
tradução inédita para o português de
Manoel Paulo Ferreira, Hettlinger apresenta 25 histórias de
diferentes fases da produção literária de Ivan
Bunin, que têm em comum narrativas delicadamente
poéticas que retratam pequenas epifanias, instantes fugazes
marcados pelo prazer sensual da existência e a fragilidade da
própria vida.
Dentre as histórias da
coletânea, 13 foram extraídas do último livro de
Bunin, Avenidas escuras, de 1946, incluindo, O cavaleiro
de San Francisco, seu conto mais famoso, que Thomas Mann
considerou uma obra-prima , comparável a A morte de Ivan
Ilych, de Tolstoi.