Todas as emoções do
grande mestre da crônica esportiva brasileira
Um
bate-bola apaixonante de Armando Nogueira com o seu leitor. Os 78
textos apresentados em A GINGA E O JOGO, transcendem o
ofício do cronista esportivo. São pequenas
confissões, comentários críticos, histórias
curiosas e divertidas. É a verve do jornalista que se tornou
uma referência neste universo de saques, dribles, toques e
pênaltis. O fascínio de 14 Copas do Mundo, a
raça do torcedor, a disputa dos clubes, a grandiosidade das
Olimpíadas.
"O esporte é uma das
mais ricas manifestações de vida que eu conheço.
Contém todas as virtudes e todos os pecados da criatura
humana, dos mais sublimes aos mais subalternos" afirma
Armando. Craque das palavras ele sabe como ninguém unir
técnica e poesia, informação e
imaginação, seriedade e ironia para descrever a beleza e
a emoção do esporte, seja uma partida de vôlei,
tênis, basquete, e, claro, de futebol, sua maior
paixão.
Da Copa do Mundo de 1950 ao último
mundial em 2002, Armando testemunhou as grandes conquistas e
decepções do futebol brasileiro. Como escreve o
jornalista Sergio Augusto no prefácio do livro "à
exceção de Domingos da Guia, o Machado de Assis da
grande área teve o privilégio de apreciar ao vivo e de
perto os maiores craques do futebol das últimas seis
décadas. De Heleno a Zizinho, de Ademir a Nilton Santos, de
Puskas a Di Stéfano, de Garrincha a Pelé, de Gerson
a Tostão, de Zico a Romário, de Cruyff a Beckenbauer,
de Ronaldo a Robinho."
Alguns textos do livro apresentam
um tom confessional onde o cronista revela seu prazer em voar de
ultraleve, sua eterna admiração por Otto Lara Resende
"com quem aprendi um pouco a arte cristã de
conviver", o gosto pelos poetas e pelas palavras. Mas nada que
se compare à paixão por um time de futebol. "Amar um
clube é muito mais que amar uma mulher." Assim
começa o texto da crônica "O Botafogo e
eu" em que Armando revela o amor pelo seu time de
coração. "O Botafogo tem tudo a ver comigo: por fora,
é claro-escuro, por dentro, é resplendor: o Botafogo
é supersticioso, eu também sou" e conclui "o Botafogo
é bem mais que um clube - é uma
predestinação celestial."
Em A Ginga e o
Jogo, o leitor vai se emocionar com os bastidores do esporte
e seus ícones. Vai relembrar momentos cruciais de grandes
atletas brasileiros - como Paula, Guga, Rodrigo Pessoa - e vai se
divertir com os textos daquele que, ao lado de Mario Filho e Nelson
Rodrigues, forma a santíssima trindade da crônica
esportiva brasileira.
O jornalista Armando Nogueira
é um dos cronistas esportivos mais influentes de sua
geração. Passou pela redação de jornais,
revistas e emissoras de televisão, imprimindo sempre um estilo
único, romântico e poético. Nasceu em Xapuri,
Acre, em 1927. Formou-se em direito no Rio de Janeiro e aos 23 anos
de idade iniciou a carreira jornalística no Diário
Carioca. Trabalhou nas revistas Manchete e O Cruzeiro, no Jornal do
Brasil, na extinta TV Rio e na Rede Bandeirantes de televisão.
Foi diretor do departamento de esportes da Rede Globo de
televisão e, de 1966 a 1990, da Central Globo de
Jornalismo.
Armando Nogueira é autor de nove livros,
todos sobre esporte: Drama e glória dos bicampeões (em
parceria com Araújo Neto); Na grande área; Bola na
rede; O homem e a bola; Bola de cristal; O vôo das gazelas; A
copa que ninguém viu e a que não queremos lembrar
(em parceria com Jô Soares e Roberto Muylaert), O canto dos
meus amores e A chama que não se apaga.
Atualmente, o jornalista apresenta o Programa Armando Nogueira,
no canal Sportv, e é cronista da Rádio Bandeirantes
de São Paulo. Sua coluna "Na Grande Área"
é reproduzida em 60 publicações diárias
do país.