A mais fascinante e lírica
comédia do Bardo inglês no quarto volume da
série criada para o jovem leitor do século XXI
Como afirma Harold Bloom: "Nada
escrito por Shakespeare antes de SONHO DE UMA NOITE DE
VERÃO se equipara a essa peça e, até
certo ponto, nada escrito por ele depois irá superá-la.
Trata-se, sem dúvida, de sua primeira obra-prima, perfeita, uma
de suas peças (em conjunto de dez ou doze) que apresentam
força e originalidade admiráveis."
Fadas, elfos, príncipes, sonhos e
gargalhadas. Sonho de uma noite de verão
é um convite ao prazer e ao riso. A peça mais
lírica e mágica de Shakespeare traz consigo o desejo
de sonhar de olhos abertos. Afinal, é um texto que fala do
amor na sua forma mais onírica e divertida. Com maestria, o
nosso bardo inglês mistura personagens da mitologia grega com
duendes, nobres e plebeus. É uma história
romântica que acontece numa floresta próxima de
Atenas, mas que poderia acontecer em qualquer lugar e em qualquer
tempo. Afinal, quantas vezes não gostaríamos que seres
sobrenaturais interferissem no destino para que aquele amor desse
certo?
Em Sonho de uma noite de
verão, os duendes da floresta atrapalham a vida de alguns
e salvam o amor de outros. É uma grande brincadeira de
Shakespeare que se inspirou nas lendas gregas para brincar com o
leitor.
Foi no inverno europeu do
início de 1596 que o bardo escreveu e encenou esse texto,
provavelmente por encomenda, para um casamento de nobres. Claro,
nada melhor que a lembrança do verão, do
encantamento das fadas, de cenas de humor contagiante para
aquecer noivos que se casam na época mais fria
embora se trate de um sonho para qualquer estação do
ano.
A peça, como era de se
esperar, foi muito bem recebida, e desde então nunca deixou de
desfrutar a preferência do público, sendo uma das mais
encenadas e adaptadas para outros meios, como o cinema e
até a música erudita.
Nesse quarto volume da
Coleção Shakespeare, o escritor e tradutor
Fernando Nuno faz uma versão da história para o jovem
leitor do século XXI, numa prosa fluente, de modo a poder ser
lida como um pequeno romance de aventura cheio de
peripécias e graça. Shakespeare escreveu para ela
dois finais diferentes: o primeiro, com as bênçãos de
Oberon e Titânia aos noivos, foi apresentado na
encenação original, por ocasião do casamento
mencionado; o segundo, em que o duende se dirige diretamente a
nós, leitores/espectadores, era encenado nas
representações públicas. Aqui, Nuno apresenta
ambos os finais, um a complementar o outro, como é usual nas
edições da obra.
FERNANDO NUNO
O escritor Fernando Nuno é
também editor, tradutor e músico. Cursou Jornalismo e
Letras na USP, História da Arte no Instituto Dante Alighieri de
Florença, na Itália, e Mitologia na Viking Students em
Atenas, Grécia. Foi editor da série Imortais da
Literatura Universal, da Abril Cultural; e também do
Círculo do Livro. Com uma larga experiência no mercado
editorial e na adaptação de clássicos para jovens
em que se destacam Pinóquio, da
Coleção Biblioteca em Minha Casa, e A rainha
Margot, que teve selo Altamente Recomendável do Livro
Infantil e Juvenil em 2002 , Fernando Nuno mergulha agora
numa de suas maiores paixões: Shakespeare.
Segundo Nuno, a Coleção
Shakespeare propõe "um novo caminho de acesso à
universalidade do dramaturgo, recontando sua obra, mantendo as
imagens e sua beleza, além de toda a intensidade dos
conteúdos. Em suma, é como se os textos de
Shakespeare estivessem sendo escritos agora, hoje, aqui, no Brasil,
para um público universal", define o escritor.