O divertido e apimentado universo de
obsessões do escritor Ruy Castro
Desde os cinco anos de idade, quando pedia
que sua mãe lesse, em voz a alta, as histórias de
adultério que Nelson Rodrigues publicava na imprensa, Ruy
Castro desenvolveu uma mania: ler jornal à procura de
histórias que envolvessem sexo, paixões e,
obrigatoriamente, humor. Amestrando Orgasmos conduz o
leitor, em textos impecáveis, pelo universo de
fixações que o autor cultiva desde então.
Maníaco pelas notícias mais
estrambóticas que saem nos jornais, Ruy constatou que a
ciência, como ele, sempre foi viciada em sexo. Com sua verve
inconfundível, o escritor comenta as informações
que lê vorazmente e constrói um painel inventivo e
singular sobre algumas destas obsessões. Qual a origem do
orgasmo? O prazer mora no cérebro ou no sexo? Sexo entre
quadrúpedes é igual ao dos bípedes? E porque
será que os cientistas queimam pestanas sobre isso ao
invés de descobrir a cura da enxaqueca? Afinal, o orgasmo
é múltiplo, solitário ou é
invenção da mídia?
Neste livro, Ruy Castro se sente uma
espécie de Stephen Jay Gould que tenha sido educado pelo
"Balança, mas não cai": "O livro nasceu de uma
fixação básica: a de ler jornal", diz ele. "As outras
fixações, inclusive as impublicáveis, foram
só uma decorrência".
Amestrando Orgasmos reúne contos
e crônicas publicadas entre 1997 e 2003 em diversas revistas,
impiedosamente reescritos para esta seleção, e
também outras histórias saborosas, criadas
especialmente para o volume.
Nascido
em 1948, Ruy Castro é escritor e jornalista.
Começou como repórter em 1967 e trabalhou nos
principais jornais e revistas do Rio e de São Paulo. Desde 1989
tem-se dedicado aos livros.
Aliando rigor
jornalístico ao texto primoroso, consagrou-se como um dos
escritores mais respeitados do país. É autor de
biografias que se tornaram clássicos brasileiros, como
Chega de saudade A história e as histórias
da bossa nova, O anjo pornográfico A vida de
Nelson Rodrigues e Estrela solitária Um
brasileiro chamado Garrincha.
Todos
os seus livros, mesmo os mais sérios, têm um toque de
humor. Em Amestrando Orgasmos, o autor pede perdão
por qualquer toque de seriedade que por acaso tenha escapado e se
intrometido nos textos.