Investigação policial e drama
psicológico marcam romance de estréia de Giorgio
Todde, revelação da literatura italiana
Em
Abinei, aldeia perdida nas montanhas da Sardenha, na Itália, o
chamado estado das almas o número de habitantes da
comunidade é imutável: a cada óbito
corresponde sempre um nascimento, numa harmonia que parece
ditada pela ordem divina. Em 1893, porém, três mortes
vêm perturbar subitamente esse equilíbrio imemorial.
Milena Arras, a primeira vítima, é envenenada. Dias
depois, a belíssima Graziana Bidotti aparece morta.
Finalmente, um tabelião das redondezas é assassinado
de forma brutal.
Para solucionar os mistérios, chega
ao local o renomado embalsamador Efisio Marini. Inspirado em um
médico sardo que realmente viveu na segunda metade do
século XIX, o personagem é fruto do fascínio
do autor por essa curiosa figura histórica. Marini foi o inventor
de um revolucionário método que permitia, sem cortes
nem injeções, petrificar cadáveres, e criou
também uma técnica para inverter o processo,
recuperando a flexibilidade e a cor de um corpo vivo. Auxiliado por um
oficial de polícia e por um padre, o brilhante e perspicaz Marini
vai seguir as pistas do mundo dos vivos e também dos
mortos para desvendar o mistério por trás da
estranha lei matemática que mantém sempre constante
o estado das almas de Abinei.
Giorgio Todde vive e
trabalha na cidade de Cagliari, na Sardenha. O Estado das
Almas, vencedor dos prestigiosos prêmios italianos
Giuseppe Berto e Rhegium Julii e traduzido em seis países, o
fez ser reconhecido na Europa como uma das boas surpresas da
literatura italiana contemporânea. É seu primeiro livro
publicado no Brasil.