Carlos Heitor Cony, Ruy Castro, Aldir
Blanc, Geraldo Carneiro e Marcelo Madureira numa antologia de
contos sobre cafajestes amorosos
Nenhuma mulher está livre de se
apaixonar por um cafajeste de boa linhagem, homem cálido,
amoroso e gentil como os protagonistas dos contos deste
livro. Eles não são especialmente bonitos ou ricos. O que
torna esses canalhas irresistíveis é sua fascinante
disponibilidade para ouvir uma mulher. Ouvir e, é claro,
enredá-la em suas promessas de amor proibido,
dominado pela luxúria, com altíssimo teor de
combustão.
Os autores aqui
reunidos revelam artimanhas e obsessões desse delicioso
personagem. Ruy Castro apresenta um insaciável Don Juan
no Rio contemporâneo. Carlos Heitor Cony escreve sobre um
jornalista que quer aprender a ser canalha, nos anos 50. Geraldo
Carneiro constrói um conto a partir de uma sinopse de
Bráulio Pedroso, sobre um ardiloso sedutor que transforma a
vida de uma mansão na avenida Paulista. Aldir Blanc nos
entrega o coração de um conquistador suburbano. E
Marcelo Madureira estréia na ficção, construindo
seu cafajeste com o humor escrachado que o consagrou no Casseta
& Planeta.
O mais carioca dos
mineiros, Ruy Castro nasceu em 1948. Jornalista desde 19
anos, tem diversos livros publicados e coordenou o
relançamento da obra não-teatral de Nelson Rodrigues.
Mora no Leblon, é flamenguista apaixonado, é casado
com a escritora Heloisa Seixas, tem duas filhas de um casamento
anterior (Pilar e Bianca) e dois gatos (Yellow e Fu Manchu) do
casamento atual.
Carlos Heitor
Cony nasceu em 1926 no Rio de Janeiro e só pronunciou
suas primeiras palavras aos 5 anos. Com problemas de fala na
infância, entendeu que para não se tornar motivo de
chacota entre os amigos deveria dedicar-se à palavra escrita.
Com uma carreira de escritor de muito sucesso e diversos
prêmios, em março de 2000 foi eleito para a Academia
Brasileira de Letras.
O telenovelista
Bráulio Pedroso nasceu em 1931 e revolucionou a
TV brasileira com sua novela de estréia, Beto Rockfeller,
exibida em 1968 pela TV Tupi. Trouxe para o melodrama um
herói sem nenhum caráter, um galã mentiroso,
amoral, esperto e cheio de ginga, que abusava do charme para se
passar por milionário e manter duas namoradas. Baseado em
seu manuscrito, "O Bom Canalha", Geraldo Carneiro adaptou
e transformou em conto seu trabalho inédito. Geraldinho, como
é mais conhecido, é poeta, roteirista, compositor, autor
de teatro e cronista incansável. Nasceu em 1952 em Minas
Gerais, mas mudou-se para o Rio de Janeiro aos três anos, onde
vive atualmente.
Paranaense,
flamenguista e pai de duas meninas, Marcelo Madureira faz
do humor seu dia-a-dia. Aos 45 anos, redige e atua no programa
Casseta & Planeta, urgente!, escreve com o colega
Hubert a coluna Agamenon, no jornal O Globo e ainda
participa do Sem Controle, do GNT, onde analisa, sempre pelo
viés do riso, a programação do próprio
canal a cabo. Adepto do humor escrachado, não costuma
poupar ninguém, nem a si mesmo.
Aldir Blanc nasceu no Rio de Janeiro em
1946. Começou a compor ainda na adolescência e em
1996 ingressou na Faculdade de Medicina, onde se especializou em
Psiquiatria. Largou a medicina definitivamente em 1973 e foi autor de
muitos sucessos da MPB em seus mais de 40 anos de
composições. É autor de quatro livros e foi
homenageado no musical Aldir Blanc, Um Cara Bacana,
escritor por Claudio Tovar e encenado em 1999.