Conhecida como a santa dos endividados, Edwiges conta com
muitos devotos no mundo todo. Neste livro do jornalista Toninho Vaz,
o leitor vai descobrir quem era esta mulher obstinada, que lutou por
uma vida mais justa na rígida sociedade medieval polonesa, e
como ela se tornou uma guerreira da paz na Idade Média,
sangrenta e bélica.
Edwiges de Andech nasceu em
1174 no sul da Alemanha, mas ganhou fama na Polônia. Bela,
rica e nobre, ela sabia que sua vida não seria fácil
quando se casou aos 12 anos com o jovem príncipe Henrique
I, da Silésia. Vivendo numa terra estranha, num clima violento
e hostil, Edwiges passou a vida lutando por justiça e paz.
A mulher que saldava as dívidas dos encarcerados, que
construía mosteiros, ajudava necessitados e doentes,
enfrentava diariamente um inferno familiar. Seus dois filhos disputaram
cada palmo de terra até se tornarem inimigos mortais. Seu
marido, Henrique I, foi morto e seu povo sofria com sucessivas
guerras e invasões.
Farta de tanto ódio, ela
optou por empregar toda sua fortuna em novas obras sociais.
Tornou-se um exemplo de fé e humildade. Ganhou devotos e
transformou-se na protetora dos aflitos. Padroeira da Polônia, foi
canonizada em 1267 24 anos depois de sua morte. Amada e
idolatrada na Europa, Edwiges ganhou fama no Brasil ao se tornar a
santa dos endividados.
Com sua narrativa fluente, Toninho
Vaz nos revela toda a atmosfera da Baixa Idade Média, com
seus burgos, cavaleiros e guerras. Para construir esta biografia, o
autor teve acesso aos documentos das Acta Sanctorum, mais
conhecidos como atas de canonização, escritos em 1300
e, portanto, muito próximo dos acontecimentos vividos pela
duquesa de Andech.
Edwiges, a Santa
Libertária, é o terceiro livro da
coleção sobre Santos da Editora Objetiva, que busca
contar a vida destes homens e mulheres especiais a partir de uma
perspectiva humana. Já foram publicados Rita, a santa do
impossível, de Juan Arias e Teresa, a santa
apaixonada, de Rosa Amanda Strausz.
O jornalista
Toninho Vaz nasceu em Curitiba, em 1947. Começou
escrevendo sobre cinema no suplemento cultural do Diário
do Paraná, aos 22 anos. Em 1974, mudou-se para o Rio
de Janeiro onde foi repórter da revista Isto É e
colaborador da Revista de Domingo do Jornal do Brasil. Em
1979, passou a escrever também para televisão,
trabalhando como editor do Jornal Bandeirantes. Durante 14 anos
ocupou a função de editor de texto da Rede Globo,
participando de diversos telejornais e programas semanais.
Lançou dois livros, O Bandido que Sabia Latim, a
Biografia de Paulo Leminski, em 2000, e Pra Mim Chega
a Biografia de Torquato Neto, em 2005.