A biografia do compositor, cronista e
jornalista Antônio Maria revista e ampliada por Joaquim Ferreira
dos Santos
"O trabalho de Joaquim Ferreira dos
Santos é primoroso. Um perfil primoroso. Quem não
conhecia Maria vai ter o prazer. Quem o conhecia vai voltar a ter o
prazer de passar algumas horas na companhia de uma das mais
avassaladoras personalidades que já vararam a noite e o dia
e a manhã e o dia e a tarde e o crepúsculo e a
noite do Rio de Janeiro." Ivan Lessa,
Veja
"No melhor dos mundos, Antônio Maria, o
menino grande, ainda estaria vivo, fazendo aquilo que nenhum de
seus contemporâneos sabia fazer melhor: inebriar de charme
uma conversa." Sergio Augusto, O Globo.
"Livro costurado com linha de alta qualidade, do qual o
leitor só consegue desprender-se no ponto final."
Moacyr Andrade, Jornal do Brasil.
Alguns dizem que
ele morreu de amor. Pode ser. Porque além de compositor,
cronista, jornalista, Antônio Maria era um grande sedutor. Mulato,
gordo, tratou de desenvolver habilidosa malícia com as
palavras "preciso de duas horas de papo para que as
mulheres se esqueçam da minha cara". E foi assim que
encantou, no Rio glamouroso dos anos 50, um elenco
admirável de belas mulheres, como Danuza Leão
que deixou o marido Samuel Wainer, dono da Última
Hora, para ficar com Maria, então cronista daquele jornal.
Um dos melhores papos da cidade, colega de copo de grandes
músicos brasileiros, como Dorival Caymmi e Vinícius de
Moraes, Antônio Maria atravessava as noites de Copacabana
em boates famosas como Vogue e Sacha´s, onde circulavam
políticos, playboys e estrelas do cinema internacional.
Brigão e boêmio, vivia se metendo em confusões e
delas saía sempre docemente. Depois de prometer, com
Vinícius, nunca fazer nenhum exercício físico
que não fosse absolutamente necessário era o
primeiro a se dizer cardisplicente morreu do
coração numa calçada na madrugada de
Copacabana, meses depois da separação de Danuza
Leão, com quem viveu quase três anos.
Um
homem chamado Maria nos convida a conhecer este
personagem, através de um dos textos mais refinados da
imprensa brasileira. Escrito inicialmente para a coleção
"Perfis do Rio" (Relume Dumará) e esgotado há cinco
anos, o livro foi totalmente revisto, ampliado e atualizado pelo
também cronista e jornalista Joaquim Ferreira dos Santos. A
nova edição da Objetiva ganhou cerca de 50 novas
páginas, incluindo um novo capítulo, "Danuza", em
que o leitor conhece a versão de Antônio Maria e dos
amigos mais íntimos para a paixão que uniu o cronista a
Danuza Leão. Paixão sobre a qual ele nunca deixou
nenhum relato explícito e de que Danuza trata agora pela
primeira vez em Quase Tudo, sua autobiografia. Um homem
chamado Maria revela ainda que Danuza ficou grávida de
Antônio Maria e traz um inédito caderno de fotos nunca
antes reunidas, que mostra o cronista ao lado da família e de
amigos como Carmen Miranda e Edith Piaf.
O jornalista
Joaquim Ferreira dos Santos vem recuperando não
apenas a história da vida de Antônio Maria, mas
também sua produção literária, ao
organizar seus livros de crônicas e diários íntimos.
Colunista do Globo, lançou recentemente Em busca do
borogodó perdido, também pela Objetiva.