Octavio Lerma é um escritor bem-sucedido, mas extremamente
infeliz. Cansado da vida na cidade e do assédio de
repórteres, críticos e curiosos, ele decide se exilar em
uma ilha distante e pouco povoada para preparar seu novo romance.
Bissexual assumido, ele já se envolveu com homens e
mulheres, semelhantes apenas em seu destino trágico. No
entanto, seus amantes, embora mortos, continuam a povoar suas
recordações e pensamentos, como fantasmas que
insistem em atormentá-lo, mesmo quando ele parece ter
encontrado o isolamento que lhe trará a paz.
A
tranqüilidade planejada por Lerma termina em seu segundo dia
na ilha. Durante um coquetel de boas-vindas ele conhece Aspasia
Martel, uma mulher culta e fascinante, e seu marido Leonardo, um
jovem piloto. Os três iniciam um estranho jogo de
sedução, insistentemente assombrado pela idéia
de morte; as mortes que Octavio carrega em sua lembrança; a
morte como solução para um triângulo amoroso ao
mesmo tempo perfeito e desequilibrado; a morte como um ponto final
para uma felicidade que apenas se insinua. Erótico,
amargurado, comovente, A REGRA DE TRÊS
é um romance sobre um homem que não consegue
entender o amor nem lidar com suas artimanhas, mas que encontra na
morte uma íntima companheira.
Antonio Gala nasceu em
Córdoba, Espanha, em 1936. Formou-se em Direito, Filosofia,
Letras e Ciências Políticas, e desde 1963 dedica-se
exclusivamente à literatura. Em poesia, seus principais
trabalhos são Enemigo íntimo, Sonetos de la
Zubia e Testamento andaluz. Também escreveu
contos, ensaios, roteiros televisivos (Si las piedras hablaran e
Paisaje con figuras) e trabalhou como jornalista em El
País e El Mundo. Entre suas obras teatrais,
destacam-se Los verdes campos del Éden, Los
buenos días perdidos e Las cítaras colgadas de
los árboles. Com seu primeiro romance, El manuscrito
carmesí, Gala recebeu o Prêmio Planeta em 1990.
Também é autor de La pasión turca e
Más allá del jardín, adaptados para o
cinema respectivamente por Vicente Aranda e Pedro Olea.