Pretextat Tach, Prêmio Nobel de Literatura, só tem mais
de dois meses de vida. Jornalistas do mundo inteiro solicitam
entrevistas com o escritor, cuja misantropia o mantém recluso
há anos. Alguns o encontrarão, mas apenas um deles o
desafiará, deixando-se enredar num jogo em que
má-fé e lógica se entrecruzam.
Lançamento da Editora Record,
HIGIENE DO
ASSASSINO, de Amélie Nothomb, é um romance
quase inteiramente dialogado, pois nenhuma forma de escrita se
aproxima tanto da tortura.
Os diálogos — a princípio
simples entrevistas — se transformam aos poucos em
interrogatório, em um duelo sem misericórdia. Deste
embate surge um homem atormentado pelos segredos mais obscuros,
como se cada troca de falas fosse uma fase de um processo de
dissecação da alma. Com intensidade
extraordinária e grande poder de contundência, cada
palavra é capaz de revelar a crueldade, manejar o cinismo e
desbaratar a ambigüidade do ser humano.
HIGIENE DO
ASSASSINO é o romance de estréia da escritora
belga Amélie Nothomb. Com ele, a autora de As
catilinárias — também lançado no Brasil pela
Record — recebeu os prêmios Rene Fallet e Alain-Fournier.
Nothomb também é autora de Le sabotage
amoureux, Péplum e da peça de teatro
Les Combustibles.
Internet:
www.plaisirdelire.sympatico.ca/archives/emis67/artiste1/1memoire.ht
m
www.cybermagnet.com/litterature/romans_francais/amelie_nothomb.
htm
"Amélie Nothomb abala as bases do
lugar-comum." — Magazine Littéraire