Desde a pioneira biografia de Sigmund Freud, escrita por Ernest
Jones, os principais relatos sobre o pai da psicanálise
vêm sendo escritos por admiradores ou por psicanalistas. No
polêmico POR QUE FREUD ERROU, Richard Webster
oferece respostas diferentes para as controvérsias que
vêm crescendo dramaticamente nos últimos anos a
respeito de Freud e do pensamento freudiano. Webster questiona
muitas das mais importantes formulações teóricas
do psicanalista austríaco, inclusive aquelas sobre a
sexualidade infantil. E também mostra os constantes erros de
diagnósticos e o fracasso em realizar as curas que
reivindicava.
Sigmund Freud, segundo Webster, não
foi um pensador independente e audacioso, mas um homem que
seguidamente se curvou ao feitiço de curandeiros
carismáticos, como Martin Charcot e Breuer. Comportava-se
mais como o messiânico fundador de uma grande fé do
que como o descobridor de uma verdade científica. Ele
construiu teorias — particularmente as
sexuais — que não
eram científicas, mas religiosas em sua essência, sem
medo
do ataque dos meios científicos, justamente
porque teve a frieza e a petulância de apresentá-las
como tal.
Desde sua primeira investida por reconhecimento
(o entusiástico apoio ao uso da cocaína como um
tratamento "mágico" para muitas doenças) ao seu
relato das "clássicas" curas psicanalíticas, Freud torcia
os fatos para que eles se ajustassem às suas teorias e jogava
responsabilidades para os outros em uma cadeia implacável
de desastre e fracasso.
Meticulosamente pesquisado,
Webster escreveu um livro cujas implicações se
estendem além da psicanálise.
Richard
Webster é autor de A Brief History of Blasphemy e
colaborador dos jornais The Times Literary Supplement e
The Observer.
"Ele conduz o livro com
brilhantismo e, com uma linguagem cristalina, coloca o
desenvolvimento da psicanálise num contexto
histórico." — Independent Weekend
"É certamente energético e bem
escrito." — The Times