PRESTO CON FUOCO é uma notação
musical: sinônimo de velocidade, força, intensidade e,
sobretudo, de paixão. Em 1995, um célebre pianista
revisita um episódio de sua vida: quando, em 1978, em Paris,
é abordado por um misterioso russo que afirma possuir um
manuscrito desconhecido da Quarta Balada de Chopin, variante
criada para uma jovem mulher, uma paixão secreta. Daqui em
diante a narração volta a 1849, ano da morte do
compositor, e segue a trajetória do manuscrito — da Paris do
Romantismo à Moscou de Stalin no final da década de
1940, passando pela Berlim nazista. A leitura desta partitura revela a
paixão em Chopin e a do próprio protagonista, como se
fossem orquestradas por um deus musical que acompanha e guia
cada acontecimento.
PRESTO COM FUOCO é uma
história surpreendente, um livro diferente de toda e qualquer
obra literária publicada na Itália nos últimos
anos. Numa construção narrativa que parece uma
catedral musical, as notas e as partituras, revelam ao leitor um mundo
inacessível, no qual o protagonista — último
intérprete de um virtuosismo destinado a extinguir-se com ele —
descobrirá uma ordem em suas emoções e um
sentido oculto em toda a sua vida enquanto consulta, quase como
que a um oráculo, aquelas notas de Chopin, escritas como se
fossem uma milagrosa "caligrafia das paixões".
Roberto Cotroneo nasceu em Alexandria, em 1961.
Responsável pelas páginas culturais do jornal
L'Expresso, Cotroneo publicou, em 1994, Se una mattina d'estate un
bambino: Lettera a mio figlio sull'amore per i libri (traduzido em quatro
línguas) e um ensaio sobre a narrativa de Umberto Eco, La
diffidenza come sistema.
"Achei o livro fascinante. A coisa
mais curiosa é que é de se supor que em um romance
dedicado à paixão por uma partitura, o leitor que
não conhece a música em geral e Chopin em particular
se sentiria perdido. Não é verdade. O livro de Cotroneo
é como um romance de aventura que descreve uma terra
desconhecida: o leitor que antes não a conhecia, ao final do
livro fica completamente familiarizado com este universo. Ficaria feliz
se esta obra fosse traduzida para outras línguas porque,
além de ser uma leitura apaixonante, é um
ótimo exemplo da nova tendência narrativa em nosso
país." – Umberto Eco