Em 1893, Gumercindo Saraiva, um desconhecido caudilho da
fronteira, coloca em risco a jovem república brasileira ao
invadir o Rio Grande do Sul à frente de 400 cavaleiros.
Rapidamente torna-se o principal chefe militar da
Revolução Federalista, a mais sangrenta guerra civil da
História do Brasil. Foram dois anos de conflito que deixaram
um terrível saldo de 10 mil mortes e uma série de
atrocidades, como a degola de prisioneiros nos campos de batalha.
Até os dias de hoje, a personalidade de Gumercindo
é cultuada pelos gaúchos dos dois lados da fronteira.
O presidente uruguaio, Julio Maria Sanguinetti, orgulha-se de ser seu
descendente. O nome de Gumercindo sobreviveu cercado de lendas,
muitas vezes contraditórias. Para muitos, foi apenas um
bandido extremamente violento. Para outros, um grande herói
que lutou em nome da liberdade.
O escritor Tabajara Ruas e o
jornalista Elmar Bones, fascinados pelo passado de seu estado,
vasculharam arquivos, viajaram pelo interior e entrevistaram parentes
e conhecidos do caudilho ou de seus contemporâneos. O
resultado é um livro - com prefácio do presidente do
Uruguai - no qual pesquisa e informação
históricas ganham ritmo de um grande romance.
O
jornalista Elmar Bones, nascido há 53 anos em Santana do
Livramento, trabalhou em Veja, IstoÉ,
Gazeta Mercantil, O Estado de São Paulo e
Folha da Manhã antes de dedicar-se a reportagens sobre
temas históricos. Escreveu O general que não
aceitou a paz, sobre o caudilho Antônio de Souza Neto, e
O italiano sem rosto, sobre o companheiro de Garibaldi, Luiz
Rossetti.
Tabajara Ruas, nascido em Uruguaiana há 55
anos, é autor de seis romances: A região
submersa, O amor de Pedro por João, Os
varões assinalados, Perseguição,
Cerco a Juvêncio Gutierrez, Netto perde sua alma
e O fascínio, este último lançado
recentemente pela Editora Record. Escreveu, também,
roteiros para quadrinhos, cinema e televisão e trabalhou em
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