Um dos emblemas das tragédias humanas é o
desenraizamento, algumas vezes de toda uma
população. Em O HOMEM DESENRAIZADO,
Tzvetan Todorov toma como exemplo sua experiência pessoal e
leva a cabo um trabalho de crítica e
reinterpretação de seu passado. Aos 24 anos, Todorov
deixou a Bulgária para dar continuidade a uma carreira
acadêmica e estabelecer-se como crítico literário,
na França. Em um ensaio autobiográfico, o autor faz um
acerto de contas com seu passado, defendendo a democracia,
apesar de seus males, diagnosticados impiedosamente pelo
autor.
O racismo, a hipocrisia, a perda de autonomia dos
indivíduos e a dificuldade de se encontrar uma identidade
são temas sobre os quais o autor reflete e procura contestar.
Todorov mostra que o homem arrancado de seu meio aprende a
não confundir o real com o ideal, o cultural com o natural, e,
superando o ressentimento pela hostilidade de seus anfitriões,
descobre a tolerância.
Tzvetan Todorov, diretor de
pesquisa na CNPS (Centro Nacional de Pesquisas
Sociológicas), nasceu na Bulgária e mora desde 1963
na França. Ele é autor de numerosas obras sobre
literatura e sociedade, entre as quais Uma tragédia
francesa — também publicado pela Record — Face
à l'extrême, Éloge du quotidien, La
Vie commune e Les Morales de l'Histoire, que recebeu o
prêmio Jean-Jacques Rosseau em 1991.
"O
Homem desenraizado é um livro muito aconselhado para
todos os que alguma vez tenham se sentido despatriados,
estranhados e estranhos diante dos outros e de si mesmo, e é
nele que Todorov ilumina, de forma mais amável e
respeitável possível, os signos mais trágicos
dos novos tempos." - El País