Últimos filhos da família dos macacos, os seres
humanos têm, porém, um comportamento mais
próximo ao das formigas ou abelhas: vivem em sociedades
complexas, estruturadas com base em uma sutil divisão do
trabalho – embora a evolução baseada na
seleção natural favoreça claramente a
satisfação dos interesses individuais. Assim, Matt Ridley
pergunta: como construir uma sociedade a partir de
egoístas?
Em AS ORIGENS DA VIRTUDE,
o autor disseca pesquisas recentes que mostram que a
mente humana desenvolveu um instinto especial para as trocas
sociais, e que é esse ‘programa mental’ que nos leva a
usufruir dos benefícios da cooperação e afastar
aqueles que rompem o contrato social.
Tomando como
ponto de partida a filosofia de Hobbes e Rousseau, Matt Ridley
traça a evolução da sociedade primeiramente nos
genes, depois nas células, entre as formigas, os morcegos
vampiros, os macacos e os golfinhos, para finalmente chegar aos
seres humanos.
Durante esse levantamento, ele brinca com
computadores, traça os fundamentos psicológicos dos
conflitos em jogos de futebol, descobre que o comércio
é dez vezes mais antigo do que os economistas acreditam,
compara mamutes mortos com faróis, explica a
evolução das emoções humanas e mostra
como salvar as florestas tropicais, usando a genética, a
psicologia, a antropologia, a economia e a zoologia para traçar
um perfil da natureza humana.
Doutor em zoologia pela
Universidade de Oxford , o inglês Matt Ridley trabalhou como
editor de ciência, correspondente em Washington e editor
americano do Economist. Membro do conselho diretor do
International Centre for Life e pesquisador do Institute of Economic
Affairs, é autor, entre outros, de The Red Queen.
"Ridley é um escritor tão inteligente que me
achei completamente tomado por sua teoria. Em uma era em que a
biologia desafia a ética tradicional, ele elevou o debate a um
outro nível de seriedade e importância." — John
Cornwell, Sunday Times
"Matt Ridley
é um dos mais brilhantes membros de uma
geração de cientistas que nos conta aquilo que os
não-cientistas precisam saber, além de desmontar aquilo
que nós pensávamos saber. Ler seu trabalho é
uma revolução encantadora, divertida, informativa e
reveladora."— The Daily Telegraph