Uma das mais respeitadas críticas de cinema dos Estados
Unidos, colunista semanal da revista The New Yorker, Pauline
Kael lança polêmica mais uma vez com CRIANDO
KANE E OUTROS ENSAIOS, uma série de onze ensaios
que são um resumo do estilo contundente de Kael.
Já no primeiro ensaio ela destaca a importância do
trabalho do roteirista de cinema (no caso, Herman Mankievicz),
reagindo ao endeusamento do diretor como único
responsável pela concepção da "obra de
arte". Escrito em 1971 para acompanhar a
publicação do roteiro de Cidadão Kane, o
ensaio mereceu uma irada resposta de Welles.
Em
CRIANDO KANE E OUTROS ENSAIOS, Kael ataca a
excessiva intelectualização da crítica
especializada, defende o prazer puro de assistir a um filme e a
liberdade de "desfrutar o lixo sem fingir que é arte".
Também aproveita para dissecar a indústria
cinematográfica americana e as relações entre
cinema e televisão. Além disso, Kael não perde a
oportunidade de pensar sobre o futuro e de propor alguns
questionamentos, como o porquê da má qualidade dos
filmes nos anos 80.
Pauline Kael ainda discorre sobre o
trabalho do ator e investiga aquilo que o transforma em um astro. Um
perfil extremamente bem traçado de Cary Grant é o
exemplo perfeito para a autora discutir os motivos que levam
alguém a ser perfeito em um papel e ridículo em outro.
CRIANDO KANE E OUTROS ENSAIOS é
uma ode de amor ao cinema.
O primeiro livro de Pauline
Kael foi publicado em 1965: Perdi no cinema, contendo
críticas e ensaios escritos ao longo de uma década.
Trabalhou numa revista familiar chamada McCall, da qual saiu
após uma crítica ácida a A noviça
rebelde, e no semanário liberal New Republic. Mas
foi escrevendo em The New Yorker, a partir de 1967, que ela
transformou a crítica de cinema em uma atividade
emocionante e fundamental. Sua aposentadoria, em 1991, foi
notícia em todo o mundo. Ganhadora do American National
Book Award, também é autora, entre outros, de
1001 noites no cinema.
"É uma
grande crítica de cinema, maravilhosa pela forma que combina
conhecimento prático com reflexão pessoal." —
John Updike
"Pauline Kael é uma
crítica que você lê linha por linha com enorme
prazer." — The Guardian
"Os
cinéfilos não precisam concordar sempre com a
crítica Pauline Kael — aliás, quanto mais acalorado o
debate maior é a sua certeza de estar fazendo o seu
trabalho(...). Pauline Kael tem sido uma voz ímpar nesta
profissão repleta de ‘resenhas-publicitárias’ e
lugares-comuns. Seu estilo e sua sagacidade fazem das
críticas de Kael, se nem sempre as amadas, as mais
lidas." — Los Angeles Times