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Criando Kane e outros ensaios
Pauline Kael
Ensaio   364 páginas
Tradução de Marcos Santarrita
Formato: 16 x 23 cm
ISBN: 8501052167

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Uma das mais respeitadas críticas de cinema dos Estados Unidos, colunista semanal da revista The New Yorker, Pauline Kael lança polêmica mais uma vez com CRIANDO KANE E OUTROS ENSAIOS, uma série de onze ensaios que são um resumo do estilo contundente de Kael.

Já no primeiro ensaio ela destaca a importância do trabalho do roteirista de cinema (no caso, Herman Mankievicz), reagindo ao endeusamento do diretor como único responsável pela concepção da "obra de arte". Escrito em 1971 para acompanhar a publicação do roteiro de Cidadão Kane, o ensaio mereceu uma irada resposta de Welles.

Em CRIANDO KANE E OUTROS ENSAIOS, Kael ataca a excessiva intelectualização da crítica especializada, defende o prazer puro de assistir a um filme e a liberdade de "desfrutar o lixo sem fingir que é arte". Também aproveita para dissecar a indústria cinematográfica americana e as relações entre cinema e televisão. Além disso, Kael não perde a oportunidade de pensar sobre o futuro e de propor alguns questionamentos, como o porquê da má qualidade dos filmes nos anos 80.

Pauline Kael ainda discorre sobre o trabalho do ator e investiga aquilo que o transforma em um astro. Um perfil extremamente bem traçado de Cary Grant é o exemplo perfeito para a autora discutir os motivos que levam alguém a ser perfeito em um papel e ridículo em outro.

CRIANDO KANE E OUTROS ENSAIOS é uma ode de amor ao cinema.

O primeiro livro de Pauline Kael foi publicado em 1965: Perdi no cinema, contendo críticas e ensaios escritos ao longo de uma década. Trabalhou numa revista familiar chamada McCall, da qual saiu após uma crítica ácida a A noviça rebelde, e no semanário liberal New Republic. Mas foi escrevendo em The New Yorker, a partir de 1967, que ela transformou a crítica de cinema em uma atividade emocionante e fundamental. Sua aposentadoria, em 1991, foi notícia em todo o mundo. Ganhadora do American National Book Award, também é autora, entre outros, de 1001 noites no cinema.

"É uma grande crítica de cinema, maravilhosa pela forma que combina conhecimento prático com reflexão pessoal." — John Updike

"Pauline Kael é uma crítica que você lê linha por linha com enorme prazer." — The Guardian

"Os cinéfilos não precisam concordar sempre com a crítica Pauline Kael — aliás, quanto mais acalorado o debate maior é a sua certeza de estar fazendo o seu trabalho(...). Pauline Kael tem sido uma voz ímpar nesta profissão repleta de ‘resenhas-publicitárias’ e lugares-comuns. Seu estilo e sua sagacidade fazem das críticas de Kael, se nem sempre as amadas, as mais lidas."Los Angeles Times




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