Imagine Chopin, Hugo, Balzac, Stendhal, Schumann, Delacroix,
Liszt, Berlioz reunidos numa Paris romântica. Mais que uma
simples biografia, Chopin em Paris, revela a atmosfera cultural
da capital francesa na primeira metade do século passado.
Cercado por nomes notáveis da música, da literatura e
das artes plásticas, Chopin teve a oportunidade de dialogar
com algumas das mentes mais brilhantes do século 19 durante
os 18 anos em que viveu em Paris. Uma convivência nem
sempre fácil.
Afastar-se das
apresentações públicas para evitar as
críticas estampadas nos jornais não foi o suficiente para
apaziguar o intempestivo temperamento do compositor. Ao longo de
sua vida, Chopin deu provas ostensivas de sua personalidade
irascível, avessa a críticas, mesmo as mais amenas.
Muito pouco afável com os amigos, manteve um
convívio intenso com um esnobe, altamente competitivo mas
também genial compositor. Com Liszt, Chopin sustentava
vísivel rivalidade, que, na verdade, podia se estender a todos
os artistas.
Com as mulheres, as relações
não foram menos conturbadas. Ao lado da escritora feminista
George Sand, Chopin viveu sete anos, numa convivência
altamente produtiva para o casal, mas essencialmente platônica
— em parte pela saúde do compositor, já debilitada por
uma tuberculose que viria a matá-lo aos 39 anos, em 1849.
Em novo relacionamento afetivo com uma rica escocesa, reassume o
papel de "protegido" e, por intermédio de sua
amante, apresenta-se para os aristocratas e até mesmo para a
Rainha Vitória.
Baseado em documentos,
correspondências e diários pouco divulgados até
hoje, Chopin em Paris relata a vida do compositor em um
momento de raro resplendor cultural.
Tad Szulc é
chefe das sucursais do New York Times na Europa e na
América Latina . Entre seus 18 livros publicados estão:
Pope John Paul II, The Biography, Fidel e Then and
Now, muito elogiados pela crítica internacional.
"Szulc discute a natureza da frágil saúde
de Chopin e sua questionável sanidade
mental.(...)Admiravelmente, apresenta duas fascinantes
personalidades do compositor através de citações
tiradas de cartas e de outros biógrafos" — Kirkus
Reviews
"O livro de Szulc é uma vigorosa
e segura narrativa contada com minuciosidade
jornalística." —Publisher Weekly