Na opinião de vários críticos — e, certamente,
da legião de fãs que conquistou —, poucos escritores se
comparam a Harold Robbins na criação de
histórias tão bem estruturadas quanto roteiros. Talvez
por isso, mais da metade de seus livros já foram adaptados
para o cinema ou para a TV desde Never love a stranger, de
1948, o primeiro de uma série de romances produzidos em
quase 50 anos de atividade. Morto em 1997, aos 81 anos, o autor
deixou um título inédito. OS
CAÇADORES tem a marca registrada de Robbins: uma
trama com mistura muito bem equilibrada de poder, intriga e sexo.
Neste romance, Robbins relembra sua própria
experiência da juventude, nos bairros mais sórdidos de
Nova York. Volta também ao período que passou em
Hollywood e às suas viagens ao Caribe, Cannes, Roma, Paris
e Rio de Janeiro, escrevendo sobre os controladores do poder de
nosso tempo. Mais uma vez, Robbins retrata a eterna obsessão
do ser humano pela ambição, sua ganância e sua
servidão ao desejo.
OS CAÇADORES
é a história de Jerry Cooper e sua luta para sobreviver
na Nova York pós-depressão: a viagem pela Europa
após a Segunda Guerra, os amigos e as amantes, a vida no
crime organizado e a entrada no mundo dos grandes negócios
internacionais. Em seu livro de despedida, o autor de Os
devassos, Os insaciáveis, Stiletto, A
mulher só, O machão, 79 Park
Avenue e Os predadores, entre outros sucessos, parece
reunir o melhor de cada livro anterior.
Harold Robbins faz
parte de uma geração de autores que despontou no fim
da década de 60 e início dos anos 70 com uma
ficção de narrativa rápida e tensa, resultado das
influências dos filmes de ação. Junto com Frederick
Forsyth, Morris West, Sidney Sheldon e Ken Follett, tem seu nome
inscrito no time de escritores que se tornaram fenômenos de
venda, com obras que falavam da complexidade das
relações humanas, mas com enfoque sobre
instituições mais tangíveis do que as ideologias:
os jogos políticos internacionais, a mesquinhez dos homens de
negócios, a podridão da alta sociedade e muitos outros.
Robbins continua sendo um dos autores de maior vendagem no
mundo, com mais de 400 milhões de exemplares
comercializados em dezenas de países.
Famoso por
seu estilo informal e por sua assumida compulsão pelos prazeres
proporcionados pela riqueza — inclusive o que chamava de "sexo
fácil" —, Harold Robbins desenvolvia suas
histórias no momento em que sentava para escrevê-las.
Nunca antes. Perguntado certa vez sobre o que aconteceria com os
personagens de determinada trama que estava criando, declarou:
"Não sei. A máquina de escrever
enguiçou."
Internet:
http://web.aacpl.lib.md.us/dsakers/robbinsh.htm