Foi longe de seu país, no fim da década de 70, que
Alfredo Sirkis — um estudante do Colégio de
Aplicação transformado pelas circunstâncias e
convicções em guerrilheiro urbano — escreveu suas
memórias. Após a anistia, seus originais foram
publicados:
OS CARBONÁRIOS foi sucesso
imediato, permanecendo na lista de livros mais vendidos durante dois
anos e meio e recebendo o Prêmio Jabuti de 1981. Foi a partir
dele que muitos brasileiros puderam compreender o que significou o
Ato Institucional Número 5 (AI-5), as passeatas de 1968, os
seqüestros dos embaixadores da Suíça e da
Alemanha, a libertação de presos políticos e as
ações da ditadura para aniquilar as
oposições.
Em 1998, três décadas
depois do ato que estabeleceu a fase mais radical do golpe militar, a
Record reedita a obra de Sirkis com um novo projeto editorial,
incluindo notas explicativas relacionadas a fatos e personagens e um
novo prefácio do autor. OS CARBONÁRIOS
traz à lembrança os anos de chumbo, sob a
ótica de quem viveu e combateu todas as suas mazelas.
Carioca, militante da causa ecológica, Alfredo Sirkis só
deixou de viver no Rio durante a ditadura militar, quando foi exilado
político na Europa, Argentina e Chile. De
formação jornalística, trabalhou em vários
veículos de informação em Portugal. Sua carreira
como escritor inclui obras como Roleta chilena e Verde
carioca (editados pela Record). Sirkis também foi
secretário municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro.
Internet:
http://www.spacenet.com.br/~sirkis/
http://www.pv.org.br/execnac.htm