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A imprensa e o caos na ortografia
Marcos de Castro
Jornalismo   304 páginas
Formato: 14 x 21cm
ISBN: 8501053252

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Em Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda cita como característica do "homem cordial" brasileiro o hábito de omitir o nome da família no tratamento social. E afirma que "o nome individual, de batismo", é que prevalece. O hábito de abolir todo formalismo e convencionalismo social disseminou-se em nossa imprensa na modernização que conheceu a partir da metade do século — uma linguagem despretensiosa, a simplicidade sem fugir do respeitoso nível culto.

De alguns anos para cá, no entanto, a imprensa passou a usar uma linguagem de colarinho duro. Se antes um Antônio Helvécio Miranda surgia com esse nome no primeiro parágrafo de uma notícia, e do segundo em diante passava a ser apenas Antônio, hoje as revistas e jornais brasileiros passam a tratá-lo como um engravatado Miranda. Partindo desta contradição e suas possíveis justificativas, o escritor e jornalista Marcos de Castro faz um estudo original sobre a linguagem — se é que se pode dizer que existe uma — da imprensa brasileira. O conteúdo deste trabalho, misto de pesquisa, observação e análise, está em A IMPRENSA E O CAOS NA ORTOGRAFIA, lançamento da Editora Record.

Neste livro, Marcos de Castro avalia casos como o do Antônio que virou Miranda, possíveis resultados do desejo de sofisticação barata, ou talvez mais uma forma de americanizar-se — a doença infantil de entrar no Primeiro Mundo pela via da macaquice. O autor mostra que, do mesmo modo, passamos a nos envergonhar do "nosso pendor acentuado para o emprego dos diminutivos" (de novo, Raízes do Brasil). E, neste caso, a imprensa dá curso à horrorosa e sonoramente paupérrima língua do ão. O zé-povinho passou a ser povão.

O mais doloroso, porém, está na primeira parte de A IMPRENSA E O CAOS NA ORTOGRAFIA: a imprensa, ao desrespeitar a ortografia em vigor a partir de um equivocado respeito cartorial aos nomes próprios, leva o português do Brasil de volta à insuportável situação caótica do problema ortográfico do início do século. Faz do português do Brasil — e só do Brasil, pois em Portugal há seriedade — a única língua do mundo civilizado com duas ortografias. Ameaçada, assim, de fenecer como língua de cultura. Passar ao estado tribal.

Marcos de Castro, jornalista profissional desde 1958, é licenciado em Letras Clássicas pela Faculdade Nacional de Filosofia da antiga Universidade do Brasil. Trabalhou no Jornal do Brasil (em diversas épocas e funções), Jornal da Tarde (sucursal Rio), O Globo, O Dia e TV Globo, além das revistas Realidade, Enciclopédia Bloch, Manchete e Veja Rio. É tradutor, entre outras obras, da monumental biografia São Luís, do grande medievalista francês Jacques Le Goff, que será lançada ainda este ano pela Record.



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