Getúlio Vargas, Kurt Cobain, Ernest Hemingway, Ana C.
Cesar, Reinaldo Arenas, Jacqueline Kennedy Onassis,
Aristóteles, Roland Barthes, Jean Michel Basquiat, Walter
Benjamin, Cleópatra, Florbela Espanca, Patrícia
Galvão, a Pagu, Gogol, Adolf Hitler, Judas, Akira Kurosawa,
Virgínia Woolf, Stefan Sweig, Anna Karenina e Romeu e
Julieta. O que estas pessoas têm em comum, além do
fato de serem famosos? O suicídio.
Polêmico e
inédito, o DICIONÁRIO DE SUICIDAS ILUSTRES, de
J.Toledo, traz mais de 700 verbetes biográficos sobre
personalidades que escolheram colocar um ponto final na vida pelas
próprias mãos. Em alguns casos, porém, o
suicídio não foi o fim da linha, como no caso do cineasta
japonês Akira Kurosawa, que sobreviveu a cortes nos pulsos,
em 1971.
No dicionário, e sem a menor
intenção de criar uma obra que faça apologia ao
tema — considerado tabu pela moral e por diversas religiões —
são mostradas biografias de artistas, escritores, cientistas,
religiosos, políticos, reis e atletas. São seis prêmios
Nobel, inúmeros prêmios Pulitzer e mais uma grande
quantidade de verbetes sobre os personagens ficcionais suicidas que
se tornaram célebres tanto na literatura quanto no cinema,
como Anna Karenina, heroína do livro homônimo, escrito
pelo russo Tolstói. Anna se atira sobre os trilhos de um trem.
Toledo também relembra os suicidas mitológicos da
antiguidade clássica, como Antígona.
Obra
única no Brasil, DICIONÁRIO DE SUICIDAS
ILUSTRES exigiu, além da elaboração de um
gigantesco arquivo, centenas de entrevistas e uma profusão de
dados que precisaram ser cruzados para a maior exatidão dos
registros. Atualizado, chega ao primor de conter verbetes recentes,
como o pintor francês Bernard Buffet, que se asfixiou com um
saco plástico no último dia 4 de outubro.
DICIONÁRIO DE SUICIDAS ILUSTRES é o
quarto livro de J.Toledo, que também é jornalista e
artista plástico .