A globalização da economia, preconizada por muitos
especialistas, empresários e até políticos como
um destino inexorável para o sistema econômico
mundial, enfrenta atualmente sua primeira grande crise. Os mais
pessimistas dizem que não há luz no fim do túnel.
Não são poucos, porém, os que afirmam ser
possível distinguir alternativas de recuperação e
até de crescimento. E o Brasil é uma delas.
O
jornalista Getulio Bittencourt, correspondente da Gazeta
Mercantil em Nova York desde 1988, reúne em
CHAIRMAN — O NOVO BRASIL E AS MULTINACIONAIS,
entrevistas com 31 dos principais executivos de grandes bancos e
empresas multinacionais dos EUA, Canadá, França,
Japão, Suíça, Holanda e Inglaterra, que trazem a
perspectiva dos investidores de longo prazo no Brasil. Uma entrevista
com o presidente do maior banco da América Latina,
Lázaro Mello Brandão (Bradesco), acrescenta uma
perspectiva local.
Os executivos representam 14 setores
diversificados da economia global, dos grandes bancos comerciais
americanos (JP Morgan, NationsBank-BankAmerica, BankBoston,
Citibank), japoneses (Nomura Securities International) e europeus
(Union Bank of Switzerland-UBS, Banque Nationale de Paris, Caisse
des Dépôts et Consignations, Banque Paribas), aos
bancos de investimentos (Merrill Lynch, Morgan Stanley Dean Witter,
Lehman Brothers, Donaldson Lufkin & Jenrette, Salomon Smith
Barney, Bear Stearns & Co), administradores de ativos (Alliance
Capital, ING Investment Management), mídia (Bloomberg
Business News, Forbes Inc), indústrias de autopeças
(Visteon), produtos de consumo (Church & Dwight), assessoria e
contabilidade (Price Waterhouse), energia (Ontario Hydro
International), computadores (Intel Corporation),
telecomunicações (Northern Telecom),
mineração (Alcan Aluminium), seguros (Cigna
International), imobiliárias (Tishman-Speyer) e marketing
(Young & Rubicam).
É a primeira vez que se
reúne, numa só obra, os depoimentos de tantos
executivos globais de primeira linha, que dedicaram boa parte de seu
tempo a uma longa discussão sobre seus interesses no Brasil.
As entrevistas examinam também outros temas, como a
situação relativa do Brasil entre os mercados emergentes,
perspectivas local e global de cada uma das companhias e seus
setores, os efeitos da globalização da economia sobre as
companhias e suas estratégias de crescimento.
Uma
questão recorrente é a da qualidade que eles procuram
nas pessoas quando contratam ou promovem executivos, dando uma
idéia geral dos requerimentos do mercado global de trabalho
em diversos setores da economia. Da empresa ao indivíduo, e
do Brasil ao mundo, o livro discute a crise global e suas
soluções na visão de observadores participantes e
privilegiados.