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A Presidência Afortunada
Candido Mendes
Política   350 páginas
Formato: 16 x 23cm
ISBN: 850105450X

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Uma análise crítica dos temas polêmicos do primeiro

e o que poderá vir a ser o segundo mandato de Fernando Henrique

Candido Mendes

O professor e cientista político Candido Mendes estará lançando no próximo dia 3 de novembro, pela Editora Record, o livro A PRESIDÊNCIA AFORTUNADADEPOIS DO REAL E ANTES DA SOCIAL-DEMOCRACIA. A obra é uma reflexão sobre os temas críticos do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso e do que poderá acontecer no segundo: neoliberalismo versus social-democracia, as contradições do tucanato no poder e o dilema entre o presidente intelectual e o político. Ë um livro sobre nosso momento histórico, com os principais fatos políticos e econômicos relacionados ao presidente em sua trajetória nos últimos anos.

O autor procura compreender o pensamento do intelectual de esquerda que revê suas convicções em nome de uma garantia de governabilidade, e que o interroga na busca de um caminho para a via da social-democracia. Enfrentando as imprevisíveis conseqüências da abertura irrestrita no mercado globalizado, nosso presidente luta, de um lado, contra a fuga de capitais, e de outro, para manter-se no poder.

Candido Mendes se vale da posição de observador e, algumas vezes, companheiro de FHC para expor sua visão sobre os acontecimentos dos últimos anos da vida política nacional — uma oportunidade de conhecer melhor essa mente complexa, que ao mesmo tempo que afirma saber da fácil tentação do poder, seduz-se por sua riqueza. A segunda parte do livro acompanha a política do país neste último biênio, tal como analisado pelo autor em artigos publicados na Folha de São Paulo, no Jornal do Commercio, no Jornal do Brasil e no Correio Braziliense.

"A convivência com os pefelistas foi mais longe que a de meros sócios eventuais de percurso. Da votação das reformas passou-se à emenda básica da reeleição: o confronto ideológico ficava para o segundo tucanato, guardando o Presidente, in pectu, o propósito de, afinal, dizer a que veio como social-democrata. É como intelectual que cada vez mais reitera o seu papel histórico, que FH cobra consciência e manifesta a sua visão do que é tarefa iniludível de uma legenda, a ter marca e recado universal neste fim de milênio. Traz a si a visão muito particular de como o país tem jeito e se moderniza, e do quanto o PSDB passaria a ser uma crença; dos que estão com ele - para além de uma mera adesão partidária - como repetiu a Roberto Pompeu de Toledo.

Por outro lado, o PFL é o partido com cálculos de oportunidade, balanço de risco e solidíssima disciplina de votos. O PSDB hoje é, muito menos que uma ideologia, o partido do Presidente. Pede e licita prendas e benesses como todas as outras legendas. Só que, à falta da retribuição, perde entidade e espaço e não pode nem reagir, nem reclamar como a legenda no trono. Refém de FH, órfão e nunca protagonista próprio do sistema, perdeu a autonomia para disputar todo o enorme naipe da centro-esquerda do país, que votou no tucano em 94 e não deu ao eleito carta de prego para levar o país à sua inspiração personalíssima de nossos rumos.

E talvez à margem do seu destino histórico, como lhe lembrou Serjão, literalmente, nas suas últimas palavras, à beira da anestesia. O Sancho Pança sabia dos caminhos frente aos humores da mais nobre cavalaria, no mundo das idéias, no que pode o Príncipe, não mais o governante, ao mero nível do mar da democracia."

Mais informações:

Magno José/Ana Clara — Tel. 507-3363; Beatriz Corrêa - Tel 265-4921




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