Homem de sete partidas   Saiba como comprar Entre em contato com a Record Conheça alguns lançamentos da Record para saber mais sobre a Record
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Homem de sete partidas
Maria José de Queiroz
Romance   244 páginas
Formato: 14 x 21cm
ISBN: 8501054585

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Maria José de Queiroz começou mineiramente seu itinerário intelectual pelo caminho humanístico, quase à antiga, sobretudo pelo número de coisas que, letrada, ela sabe na ponta da língua. Sua estréia é de 1961. Transcorreu exatamente uma década até que ela se animasse a sair do ensaio, da crítica universitária. Foram anos de exercício intenso. HOMEM DE SETE PARTIDAS é seu terceiro romance. A ficção conquistou-a, em livro, desde 1973, com as fábulas de Como me contaram. Maria José aproximava-se por aí do romance, em que mergulhou com apetite e descontração.

Neste romance, como nos anteriores, a fabulação corre paralela à fluência de um coloquial com ares de erudição, ainda que espontânea. Só incorpora o popular através do filtro da linguagem policiada, mesmo quando se trata de conversinha doméstica, maneira.

O apelo da aventura opõe-se ao que pode ser um certo abafamento montanhês. Ou mineiro. Em "Invenção a duas vozes", o casal fechado num cotidiano banal e bem-sucedido deixa cair as máscaras quando vê-se preso no huis clos da Pampulha, exatamente na quadra do carnaval.

O cosmopolitismo, que está presente também neste romance, pode ser visto como uma espécie de libertação das amarras que cercam e que reprimem o cotidiano mineiro, ou belo-horizontino. O convite à viagem funde-se, romântico, à vocação de felicidade. Feliz é assim o HOMEM DE SETE PARTIDAS, o tio que se desprende da mulher estéril, da rotina sufocante, da família que cerra-lhe as portas do mundo.

A ficção mineira, marcada pela fatalidade regional, aqui ganha asas, sobrevoa as montanhas e sai pelo mundo com a intimidade turística a que nos habituou o progresso das comunicações. Neste sentido, Maria José de Queiroz, mineira genuína, é também uma escritora de sete partidas e de sete mares, para quem a aventura humana freqüenta, com igual familiaridade, os quatro pontos cardeais.

Vale a pena acompanhá-la nessa viagem que alia a imaginação à realidade. Sempre se disse que a viagem rejuvenesce. É possível que apenas crie ilusões, entre elas, essa do rejuvenescimento. Em vez de discutir o mérito das viagens, o melhor que o leitor fará é embarcar nesta aventura que Maria José de Queiroz lhe propõe, no conforto de um ritmo escorreito e de uma linguagem veloz, como convém às peripécias e às personagens que não estão condenadas à mesmice e ao marasmo.




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