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História Indiscreta da Ditadura e da Abertura
BRASIL: 1964-1985
Ronaldo Costa Couto
História   518 páginas
Formato: 16 x 23cm
Encarte com fotos
ISBN: 8501054682

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Numa noite do final de 1984, em Brasília, praticamente eleito, Tancredo Neves, inquieto e preocupado, encontra-se secretamente com o general Golbery do Couto e Silva, principal articulador da candidatura Paulo Maluf, para, juntos, abortarem astuciosa manobra destinada a zerar a disputa presidencial e lançar candidatura única, provavelmente de um militar, em nome da "união nacional".

No meio da tarde do tenso dia 12 de outubro de 1977, em que Geisel demitiu o ministro do Exército, general Sylvio Frota, um general esteve com o presidente e logo depois entrou com tropa fortemente armada em pleno prédio do Ministério do Exército, na Esplanada dos Ministérios, e ocupou o Comando Militar do Planalto.

São muitas as revelações de HISTÓRIA INDISCRETA DA DITADURA E DA ABERTURA — BRASIL: 1964-1985, de Ronaldo Costa Couto, que a Editora Record lança nos próximos dias. O livro lança luz sobre esse período de notável efervescência da história do país, em grande parte distorcido pelo próprio autoritarismo, pela disputa de poder, pela censura à imprensa.

Escrito a partir de tese de doutorado defendida na Sorbonne em novembro de 1997, HISTÓRIA INDISCRETA DA DITADURA E DA ABERTURA — BRASIL: 1964-1985 consumiu quatro anos de trabalho. A palavra é dada a militares e civis, à esquerda e à direita. São mais de 30 depoimentos inéditos — dos presidentes Geisel, Figueiredo e Sarney a prisioneiros políticos. O autor lança mão também da historiografia básica do período, com o objetivo de mostrar, analisar, explicar e documentar a montagem e a desmontagem do regime militar de 1964-1985 da forma mais isenta possível, numa visão de conjunto realista e consistente. Com a palavra, o jornalista Elio Gaspari: "Até agora esse período estava coberto por bons trabalhos monográficos e muita memorialística. Faltava quem juntasse as penas para fazer o cocar. Costa Couto conseguiu isso num livro simples, até seco."

O livro inclui, em notas de rodapé, grande número de histórias pitorescas e também cômicas garimpadas pelo autor. Um cuidadoso caderno iconográfico de 32 páginas dá visão fotográfica do período. O prefácio é da historiadora Katia Mattoso, da Sorbonne, e a apresentação de Francisco Iglésias, professor emérito da UFMG.

Ronaldo Costa Couto é economista e historiador. Bacharel pela Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG (1966), cursou planejamento geral do desenvolvimento no Instituto Latino-americano de Planificação Econômica e Social — ILPES (Organização das Nações Unidas, Santiago do Chile, 1969). Fez doutorado em história pela Sorbonne (1997). Começou a vida profissional como jornalista, em 1962. De 1967 a 1974, lecionou teoria econômica e planejamento econômico na UFMG e se dedicou a pesquisas e estudos de interesse do setor público estadual de Minas Gerais. Superintendente Geral do Desenvolvimento da Companhia Vale do Rio Doce (1974-75-Rio de Janeiro); coordenador-geral da equipe de planejamento da fusão dos antigos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara; secretário de Planejamento do estado do Rio de Janeiro no governo Faria Lima (1975-79).

Secretário de Planejamento do estado de Minas Gerais e presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (governo Tancredo Neves). Ministro do Interior (1985-87), cargo que acumulou com o de governador de Brasília no início de 1985. A partir de abril de 1987, é ministro-chefe do Gabinete Civil da Presidência da República (triênio 1987-89), cargo que acumulou com o de ministro do Trabalho nos meses finais de 1988 e início de 1989. Autor de diversos textos técnicos e do livro Tancredo vivo — casos e acaso, publicado pela Editora Record, do Rio de Janeiro, em 1995.

"É a história do período militar evocada, finalmente, com toda a sua pesada carga de drama e de incertezas." — Bolívar Lamounier, cientista político/USP e IDESP

"A melhor narrativa da ditadura militar brasileira." — Elio Gaspari, jornalista político

"O que há aqui é a história do período, não a indiscrição malsã que desperta sensacionalismo pelo escândalo. (...) O novo livro de Ronaldo Costa Couto vai ficar como obra de referência e sempre será consultado, pela seriedade dada ao esclarecimento do período."Francisco Iglésias, historiador/UFMG

"O que este livro nos ensina, de forma luminosa, não seria a idéia de que, no Brasil, a política ocupa um espaço bastante reduzido?" — Katia Mattoso, historiadora/Sorbonne




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