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Tio Kuba nos trópicos
Esther Largman
Relato   288 páginas
Formato: 14 x 21cm
ISBN: 8501055166

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"Em noites especiais, na velha Salvador, quando faltava luz, meu avô Iacov, imigrante nascido em Iampol, Ucrânia, contava histórias que soavam terríveis, exóticas e encantadas."

Em 1993, Esther Largman surpreendeu com o lançamento do livro Jovens polacas, a história das prostitutas judias que vieram para o Brasil no início do século, enfrentando os códigos sociais e desobedecendo às leis da religião: "Não haverá rameira entre as filhas de Israel", dizem as Escrituras Sagradas.

As histórias de TIO KUBA NOS TRÓPICOS também envolvem as tradições judaicas e os preconceitos de uma Europa ameaçadora. Neste livro, a autora avisa que os relatos são reais, e os nomes, para preservar a identidade dos descendentes, fictícios. Já nas linhas iniciais de TIO KUBA, fica claro que se trata de uma saga familiar: os Latnik e os Ader, duas famílias européias que se fundem debaixo do sol tropical.

O personagem-título, Iânkel Ader, mais conhecido pelo apelido de Kuba, polonês galiciano que lutou no exército do Império Austro-Húngaro. Sem medalhas, inventou histórias para fugir das baionetas e, simulando loucura, conseguiu ser mandado de volta para casa. Não por covardia, mas para manter-se fiel ao mandamento de Deus. "Não matarás", ordena o Senhor.

No final da guerra, Tio Kuba decide emigrar para o Brasil, e escolhe a cidade de Salvador para morar. Enfrenta o calor, se deslumbra com a vegetação e a luminosidade e procura se adaptar ao novo cenário. Quer entender os sons. Para não deixar dúvidas sobre sua coragem, não foge de um encontro com Lampião.

As tragédias e as alegrias dos Latnik, que abandonaram a Cazária, na planície do Volga, para fugir dos pogroms russos, também são registradas com emoção pela historiadora Esther Largman. Em suas pesquisas, ela reuniu passaportes antigos, documentos pessoais, fotografias e relatos repetidos de geração para geração para contar não somente as histórias de sua família, mas para montar com precisão um grande painel da emigração e da saga dos judeus nos séculos XIX e XX.




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