Em dezembro de 1998, a história da ditadura brasileira,
contada por um ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da
República, foi para as vitrines das livrarias e para as listas dos
livros mais vendidos. Janio de Freitas, no jornal Folha de S. Paulo,
resumiu em poucas palavras a importância de História
indiscreta da ditadura e da abertura, de Ronaldo Costa Couto:
"Não é uma história no sentido mais usual
da palavra. É um elenco minucioso e rico de cada
episódio marcante entre o golpe de 64 e o fim do regime
militar, com fatos, documentos e entrevistas valiosos, que Ronaldo
Costa Couto buscou, organizou e retrabalhou com pertinácia
espantosa. Livro de consulta e de leitura."
Três meses após o lançamento de
História indiscreta, Ronaldo Costa Couto apresenta
novas revelações sobre os bastidores dos anos de
chumbo e sobre os últimos anos da ditadura.
MEMÓRIA VIVA DO REGIME MILITAR apresenta a
íntegra das entrevistas realizadas pelo autor durante quatro
anos de pesquisa. Ministros, políticos — entre eles, quatro
presidentes incluídos —, economistas, um cardeal e um
jornalista, representantes de diferentes ideologias, credos e linhas
partidárias, fazem revelações e dão suas
versões sobre os fatos mais polêmicos. Desta vez, o tom
é jornalístico: ágil e direto.
Em MEMÓRIA VIVA DO REGIME MILITAR, o
período é analisado sob pontos de vista diversos, mas
com um ponto em comum: todos os entrevistados tiveram
participação, seja na linha de frente ou na
oposição, no processo iniciado com a repressão
política, na década de 60, e que chegou ao fim com a
abertura, depois de 20 anos. Cada depoimento contém
revelações, algumas apaixonadas, de um período
importante da história recente do país.
A seleção é equilibrada e eclética,
permitindo visões totalmente antagônicas sobre os
mesmos fatos. Os economistas (Roberto Campos, Simonsen, Celso
Furtado e Delfim Netto) não se limitam às analises
financeiras, e incluem nos seus depoimentos uma visão
crítica das questões sociais e políticas durante o
tempo da ditadura militar. Genoíno, Lula, Cosenza e D.
Luciano conheceram bem de perto a repressão
implacável. Figueiredo, Geisel, Newton Cruz, os generais
Leônidas Pires Gonçalves e Roberto França
Domingues, do outro lado, desempenharam papéis
importantes para os rumos históricos do país.
A relação de entrevistados de MEMÓRIA
VIVA DO REGIME MILITAR inclui ainda Aureliano Chaves,
Dornelles, Aécio, Antonio Carlos Magalhães, Faria Lima,
Maluf, Pimenta da Veiga, Sarney, Thales Ramalho, Pedro Simon e
Carlos Chagas.