Não se deve confiar no óbvio.
Pelo menos quando o assunto é Agatha Christie. Em O
VISITANTE INESPERADO — peça teatral transformada em
romance por Charles Osborne — a velha dama do suspense mostra
porque é considerada mestre no assunto e já vendeu
milhares de exemplares em todo o mundo. O mistério é
o personagem principal numa trama repleta de reviravoltas,
diálogos tensos, diversos suspeitos e com final surpreendente.
O VISITANTE INESPERADO
pode ser definido como um mistério disfarçado de
não-mistério, pois começa aparentemente com a
resolução de um caso de assassinato. O engenheiro
Michael Starkwedder atola seu carro numa vala num frio fim de tarde
de novembro. Ao procurar ajuda numa casa das
imediações, dá de cara com um cena bizarra.
Uma mulher, segurando uma arma ao lado do cadáver do
marido, se confessa culpada. Mas nada é tão simples
quanto parece. O morto — o deficiente físico Robert Warwick —
era um sádico de caráter irascível, odiado por
muitos.
A cada virada de página,
ao se descortinarem as idiossincrasias de Warwick, fica mais
difícil acreditar que ele tenha sido morto pela esposa.
Satarkwedder encarna o detetive amador e começa a
investigar o caso. A ele logo se junta um inspetor de polícia
com inclinações poéticas — sempre citando
autores famosos, entre eles Keats. Os dois suspeitam que a
viúva está tentando encobrir alguém. Talvez o
pai de um menino atropelado e morto por Warwick dois anos antes.
Quem sabe o cunhado retardado. Ou o amante da viúva.
A dúvida fica no ar até o
último instante. Ao adaptar a peça O VISITANTE
INESPERADO, Charles Osborne resgata uma história
inédita para uma legião de fãs de Agatha
Christie.
Agatha Christie nasceu em 1890 e tornou-se,
para falar com toda simplicidade, na maior romancista da
história em vendas. Escreveu 80 romances e coletâneas
de mistério, e viu sua obra traduzida em mais línguas
do que Shakespeare. Seu duradouro sucesso, promovido
também por muitas adptações para o cinema e a
TV, é um tributo ao apelo atemporal de seus personagens e
à inigualável engenhosidade de suas tramas.
Charles Osborne
nasceu em Brisbane no ano de 1927. É reconhecido
internacionalmente como uma autoridade em ópera, e
escreveu inúmeros livros sobre temas musicais e
literários, entre eles As óperas completas de
Verdi (1969), Wagner e seu mundo (1977), W.H.
Auden: A vida de um poeta (1980) e A vida e os crimes de
Agatha Christie (1982). Sua primeira adaptação de
uma peça de Agatha Christie como romance, Black
Coffe (Café preto), foi publicada em 1998.
"Uma leitura leve e vigorosa, que irá
dar prazer a todos aqueles que há muito desejavam ter pelo
menos mais um Agatha Christie para devorar." — Antonia
Fraser, Sunday Telegraph
"Um valioso acréscimo ao
cânone Christie." — The Spectator
"Lê-se como um autêntico
Christie, da mais pura safra. Tenho certeza de que Agatha ficaria
orgulhosa de havê-lo escrito." — Mathew Prochard,
neto de Agatha Christie