O Castelo de Âmbar   Saiba como comprar Entre em contato com a Record Conheça alguns lançamentos da Record para saber mais sobre a Record
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O Castelo de Âmbar
Mino Carta
Romance   400 páginas
Formato: 14 x 21 cm
ISBN: 8501060208

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Mino Carta é uma figura ímpar no jornalismo brasileiro. Fundador e diretor de redação de alguns dos mais importantes veículos de nossa imprensa, como o Jornal da Tarde e as revistas Veja e IstoÉ, ele esteve no olho do furacão durante a época mais sombria — e perigosa — da história recente do país, convivendo direta e diariamente tanto com os mais poderosos barões da imprensa quanto com presidentes, governadores, generais e ministros. E é esta proximidade do poder a matéria-prima de O CASTELO DE ÂMBAR, uma sátira em forma de romance que chega agora às livrarias.

A história começa com uma grande caixa — contendo documentos, manuscritos, textos diversos, até mesmo um inusitado conto — que, certo dia, um advogado recebeu da secretária de um jornalista há pouco falecido. Nos escritos, o relato de uma vida de lutas, algumas vencidas, outras perdidas, meio século da vida de um país, histórias de seus governantes, jornalistas e empresários da imprensa.

Com um texto refinado e culto, ora comovido, noutros momentos irado, Carta, cuja carreira se confunde com a trajetória da moderna imprensa brasileira, "inventa" as memórias do imigrante italiano, sua formação, as circunstâncias de sua atuação profissional. Ao longo de cinco décadas, desfilam episódios sociais e políticos de um país alternadamente atirado do medo ao êxtase, da frustração à esperança, da liberdade a um violento regime autoritário que persegue, mata e censura. E a luta desse imigrante feito jornalista contra o governo que o censura com a conivência de seus próprios patrões, persegue e mata seus amigos com o apoio de seus patrões, barões da imprensa arrogantes, medíocres, frívolos e covardes. E sua luta para se manter íntegro e reconquistar o direito ao seu castelo de âmbar, memória terna e encantadora da infância.

Genovês, nascido em uma data incerta entre 6 de setembro de 1933 e 6 de fevereiro de 1934, Mino Carta começou no jornalismo em 1950, cobrindo a Copa do Mundo como correspondente do jornal Il Messaggero, de Roma. Em seguida, colaborou de 1951 a 1955 com a revista Anhembi, fundada e dirigida por Paulo Duarte, e foi redator da agência Ansa em São Paulo. Mudou-se para a Itália em

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1957, trabalhando como redator dos jornais La Gazzetta del Popolo, de Turim, e Il Messaggero e como correspondente do Diário de Notícias do Rio e da revista Mundo Ilustrado.

Voltou em 1960 para o Brasil, onde fundou e foi diretor de redação da revista Quatro Rodas. Também fundou e dirigiu a edição de esportes de O Estado de S. Paulo (1964/1965), o Jornal da Tarde (1966/1968), a revista Veja (1968/1976), a revista IstoÉ (1976/1981) e o Jornal da República (1979/1980). Foi diretor de redação da revista Senhor de 1982 a 1988 e da revista IstoÉ de 1988 a 1993, quando saiu para fundar a revista Carta Capital.
Paralelamente, desenvolve uma carreira de pintor, iniciada em 1956 em uma coletiva da paisagem brasileira da qual participaram 20 pintores, entre eles Portinari, Pancetti, Tarsila, Rebolo e Di Cavalcanti. Dentre as mais de vinte exposições individuais, estão a primeira, em 1957, na galeria Cairola de Milão, uma em Londres, em 1993, outra em Antuérpia em 1995 e três no Museu de Arte de São Paulo, a última delas uma retrospectiva de 40 anos de carreira em 1994.




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