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Bondfaro
Standard Freud
Uma avaliação crítica do reducionismo nas edições da obra freudiana
Jochen Kemper
Psicologia   156 páginas
Formato: 14 x 21cm


Em Standard Freud, Jochen Kemper faz uma análise crítica da Standard Edition, demonstrando as motivações político-ideológicas que influenciaram Ernst Jones e James Strachey na tradução da obra de Freud do alemão para o inglês. O autor mostra as "deformações, subversões e mesmo inversões de sentido" impetradas por esta tradução e transmitidas às outras feitas a partir dela, inclusive a Edição Standard Brasileira.

Ao criar a psicanálise, Freud inventou novos conceitos e, assim, forçou o pensamento a ultrapassar os limites impostos pelos saberes vigentes. Mas, como o mundo da cultura teme o novo, conceitos fundamentais de sua obra e o próprio conjunto da teoria foram metamorfoseados por uma tradução tendenciosa, transformando a psicanálise numa prática médica sustentada por uma teoria supostamente biológica.

Provando que a obra de Freud não se presta a ser domada e domesticada, surgiu, nos últimos 30 anos, todo um movimento de retorno e releitura do pai da psicanálise, com o objetivo de resgatar e restabelecer a verdade de sua teoria e de sua clínica. No Brasil, este movimento produziu alguns trabalhos interessantes e deu origem a toda uma geração de autores, como Luiz Alfredo Garcia-Roza e Joel Birman.

Segundo Kemper, "alheia a este movimento, a Edição Standard Brasileira continua, 24 anos após seu lançamento, de péssima qualidade, preservando todo o reducionismo conceitual, estilístico, terminológico, gramatical e sintático imposto pela tradução inglesa". Ele mostra que uma nova tradução, coerente e correta, fundamentada no texto original, torna-se mais do que necessária. E, enquanto isso não acontece, apresenta uma valiosa avaliação crítica global das deficiências e falhas da Standard Edition e da Edição Standard Brasileira.

Jochen Kemper nasceu em Berlim, em 1938. Chegou ao Rio de Janeiro em 1948 com seus pais, Werner e Kattrin Kemper, ambos psicanalistas. Dedicou-se inicialmente a uma carreira em administração de empresas e, logo depois, fez sua formação no Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro. Em 1996, defendendo a tese Standard Freud - O reducionismo de Jones e Strachey, recebeu o título de mestre pelo programa de pós-graduação em Teoria Psicanalítica da UFRJ.

Trata-se de um trabalho fundamental para todos aqueles que se interessam pela psicanálise.

Luiz Alfredo Garcia-Roza

Maiores informações com Bárbara ou Mariane
no tel.: (021)542-0248 ou fax (021)275-0294.


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