Meus queridos estranhos
Livia Garcia-Roza
Romance 152 páginas
Formato: 14 x 21cm
A escrita literária é objeto de uma grande curiosidade há muito tempo - "Quem são esses autores? Que maravilhosas histórias são essas?". Ela conta que não escolheu esse caminho, foi escolhida pela literatura. Agora, a escrita se impôs com consistência, veio a vontade de mostrar seus textos.
Em Meus queridos estranhos, Livia demonstra uma profunda percepção do viver e se expressa através de uma linguagem poética. Neste romance, uma mulher narra com fina ironia as agruras do seu cotidiano, no qual os seus entes queridos - a filha adolescente, o cão e um novo marido - assemelham-se muitas vezes a verdadeiros estranhos. A narradora, em tempos cambiantes, nos faz compartilhar de seus dramas e suas alegrias, suas angústias e afetos, conduzindo-nos por um caminho de uma sensibilidade exuberante e problemática.
A história é estranha também para a autora, que não tinha nenhuma idéia pronta quando começou a escrever e se surpreendeu com o resultado final. "O livro relata o mundinho de uma mulher específica mas, depois que terminei de escrever, percebi que é o mesmo mundo de várias mulheres." O que nos faz acompanhar o relato com um inevitável sorriso nos lábios, como quem compartilha um segredo. Afinal, o estranhamento que a narradora vive em relação aos seus familiares é o mesmo que está presente no cotidiano de todos nós - homens e mulheres. O estranhamento dos que estão mais próximos e não dos desconhecidos. Um sentimento que incomoda, pois "estamos sempre nos dizendo deste estranhamento sem dizer para o outro", comenta Livia.
A autora pretende continuar a sua divisão e já está trabalhando no terceiro livro. Neste texto, ela acredita que chega mais perto do que sempre buscou - o realismo fantástico, que aparece nos outros livros através de artifícios, como os sonhos da narradora de Meus queridos estranhos.
Livia Garcia-Roza nasceu e vive no Rio de Janeiro. Quando criança, estudou música e balé durante mais de 8 anos - até o dia em que sentiu necessidade de lidar com a palavra. Começou a escrever, fez teatro, cinema e acabou virando psicanalista, ofício em que se fez reconhecida. Seu primeiro romance, Quarto de menina, publicado pela Relume-Dumará, foi recomendado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
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