Nelson Cavaquinho
Enxugue os olhos e me dê um abraço
Flávio Moreira da Costa
Biografia 160 páginas
Coleção Perfis do Rio
Co-edição Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura / RioArte e Relume Dumará
13 x 21 cm
Quando tinha pouco mais de 20 anos, Flávio Moreira da Costa trocou as aulas teóricas da Faculdade Nacional de Filosofia por um aprendizado prático da vida: os botecos freqüentados por Nelson Cavaquinho, que o chamou a vida inteira de "Cróvis". Até os bandidos paravam de brigar para ouvir esse grande sambista e poeta, que transformava em público quem estivesse por perto. Tendo o privilégio de ter feito parte desse público, Flávio traça um detalhado perfil de Nelson baseado no que pesquisou por conta própria, mas principalmente no que Nelson contou em primeira mão.
Para narrar a história e as histórias de Nelson, Flávio passa pela trajetória do samba, que se mistura com a vida de um de seus maiores compositores. Nelson se iniciou no chorinho, onde aprendeu os truques e macetes do ramo, logo superando todos os seus mestres. E mesmo assim, muitas de suas músicas se perderam ao longo dos anos. Flávio conta também episódios engraçados, como quando Nelson, policial militar, foi levado de volta ao quartel adormecido, e quem o levou foi seu próprio cavalo... Um livro leve mas preciso, escrito com o carinho de quem conviveu por longos anos com esse mestre da música brasileira.
Flávio Moreira da Costa é gaúcho e nasceu em 1942. É escritor, tradutor e jornalista. Organizou várias coletâneas e antologias, como Onze em campo e um banco de primeira; coordenou coleções como "A prosa do mundo" e "Local do crime" e, há 15 anos, mantém uma oficina de ficção. Tem textos publicados em várias antologias no exterior e traduziu, entre outros, Greene, Gustave Flaubert e Juan Carlos Onetti.
No Brasil, colaborou com os principais jornais e revistas como repórter, redator, editor, colunista e crítico. Em Portugal, colaborou com o Diário de Lisboa e Colóquio/Letras.
Tem 19 livros publicados. O primeiro prêmio veio com Malvadeza Durão, em 1978 (Prêmio Nacional de Contos/Paraná). Em 1997, O equilibrista do arame farpado recebeu o Prêmio Jabuti/romance, o Prêmio Machado de Assis de Romance da Biblioteca Nacional e o Prêmio da União Brasileira de Escritores e foi finalista do Prêmio Nestlé. Em 1998, Nem todo canário é belga recebeu o Prêmio Jabuti/contos.