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Bondfaro
Fernando Sabino
Reencontro
Arnaldo Bloch
Biografia   132 páginas
Coleção Perfis do Rio
co-edição Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura / RioArte e Relume Dumará
13 x 21 cm


Desde o lançamento, em 1991, do livro Zélia, uma paixão - amado pelo público e execrado pela crítica - Fernando Sabino foi se afastando, aos poucos, da convivência social e do foco da mídia. Além do furacão Zélia, aquele início dos anos 90 traria outras surpresas desagradáveis: morreriam, no espaço de pouco mais de três anos, os seus amigos inseparáveis - Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos e Hélio Pellegrino.

O fim repentino do casamento de 19 anos com Lygia Marina foi o golpe derradeiro para o autor que marcou época com o romance de geração O encontro marcado e crônicas como O homem nu virar as costas para o mundo. As caminhadas pelo calçadão de Ipanema desviaram-se para Copacabana, onde o risco de encontrar conhecidos era menor. Rodeado por secretárias eletrônicas - que emitem uma voz que não é a sua - Fernando hoje atende a poucos. São poucos também os que ainda freqüentam o mítico apartamento na Rua Canning onde, madrugada adentro, conversa com os espectros do passado.

Nas páginas de Fernando Sabino - Reencontro, novo lançamento da série Perfis do Rio, Arnaldo Bloch faz de um encontro com o escritor numa livraria em Ipanema o ponto de partida para um mergulho nos mistérios que cercam a alma de Fernando Sabino. De uma narrativa que mistura memorialismo, reportagem, registro testemunhal, psicologia e drama, com um toque de linguagem ficcional, emerge um personagem ambivalente: metódico, atrapalhado, sereno, aflito, otimista, entrevado, menino, homem-feito, transparente, enigmático, generoso ciumento, místico, descrente, humano, anedótico. Ao leitor, o convite para desvendar a charada.

O jornalista e escritor Arnaldo Bloch é carioca e tem 35 anos. Formado pela ECO, da UFRJ, começou sua carreira na revista Manchete, da qual foi repórter e redator no final dos anos 80. Na década seguinte, durante três anos foi correspondente e representante da revista em Paris. Desde 1993 trabalha no jornal O Globo, onde foi editor dos suplementos Boa Chance e do Segundo Caderno, e chefe de redação da sucursal paulista. Hoje, ocupa no jornal o cargo de editor-executivo de suplementos de cultura. No terreno da literatura, lançou os romances Amanhã a loucura (Nova Fronteira, 1998) e Talk-show (Companhia das Letras, 2000).


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