Filho de financistas suíços, educado na Universidade de Cambridge,
na Inglaterra, Alain de Botton é uma estrela da cena literária britânica.
Seus livros são híbridos de aforismos filosóficos com relatos das
esperanças e do fracasso amoroso dos anos 90. O resultado é uma
reflexão original, onde a narrativa funde o ridículo, o solene e a poesia
dos relacionamentos contemporâneos.
Em O movimento
romântico, Alain de Botton faz uma autópsia de uma relação
condenada pela rotina. Usa as situações previsíveis do encontro e
desencontro de personagens entediados da cena londrina: um jovem
e pretensioso executivo de médio escalão do mercado financeiro, e
uma depressiva funcionária de uma agência de publicidade. Mas
recheia o relato com comparações com os romances e dados
biográficos de Gustave Flaubert, e faz anedotas com citações de
Schopenhauer e La Rochefoucauld. Visita Descartes, Platão,
Wittgenstein e Aretha Franklin.
Tudo é conjugado com uma
crônica de costumes onde as transas, a fila do cinema, o sexo, o
vício de consumo, o tédio do trabalho, das festas, o "ver e ser visto"
nos restaurantes da moda e os pacotes de viagens românticas
ganham um olhar filosófico temperado com as sutilezas do humor
britânico.
Ensaios de amor, a estréia literária de Alain de Botton,
aos 23 anos, traduzido em treze idiomas, e publicado no Brasil pela
Editora Rocco, já foi lembrado como "Fragmentos de um discurso
amoroso" da cultura pop. Como o mestre Roland Barthes, Alain de
Botton é um artífice da escrita que se serve de Filosofia, de clássicos
da Literatura, do encanto e da banalidade dos relacionamentos para
falar de amor, com elegância, erudição, desenvoltura e muito charme.
Para o escritor John Updike, em um artigo na revista The New
Yorker, "O movimento romântico é um foco de luz na natureza dos
relacionamentos... o método de contar muito e mostrar pouco produz
uma boa mostra de sabedoria e humor."