As aulas semanais de português do professor Sérgio Nogueira
Duarte viraram livro. Desde outubro de 1997, todos os domingos,
Sérgio ensina aos leitores do Jornal do Brasil, com graça e
simplicidade, os segredos da língua. As colunas estão agora reunidas
no livro Língua viva – uma análise simples e bem-humorada da
linguagem do brasileiro, da Editora Rocco. A leveza das aulas de
Sérgio ganha no livro o reforço do traço irreverente de Jaguar, que
ilustra a capa e cada uma das histórias.
Sérgio Nogueira
inicia cada coluna com O caso, uma história verdadeira e engraçada,
que dá origem à explicação de uma determinada regra. Depois vêm A
dica, A dúvida, Mea culpa – que aponta erros cometidos nas edições
do JB – e O desafio, cuja resposta aparece logo após, de cabeça para
baixo.
A humildade de reconhecer as falhas do próprio jornal
deixa o professor à vontade para mostrar erros dos outros: denuncia a
prova de vestibular que usou duas vezes ascensão com ç, desconfia
da eficácia da placa de trânsito que suprime a crase de
"Obedeça à sinalização" e entrega as pérolas das
transmissões esportivas, em que os locutores insistem em "elos
de ligação", "correr atrás do prejuízo" e
"reverter o resultado". Sérgio Nogueira esclarece ainda
questões clássicas como o uso do verbo haver e a diferença entre
palavras como mesmo e igual, eventual e possível.
Sérgio
Nogueira diz que pretende contribuir para mostrar às pessoas o valor
de falar e escrever bem. Acusado de informal pelos puristas e de
ortodoxo pelos liberais, ele tem a prova de que está no caminho certo:
a maioria absoluta das mais de cem cartas, faxes e e-mails que recebe
por semana contém mensagens de apoio misturadas às dúvidas e
contribuições.
Sobre o autor
Formado em
Letras pela UFRGS em 1972, o gaúcho Sérgio Nogueira Duarte
chegou ao Rio de Janeiro no ano seguinte. Deu aulas em cursinhos
de pré-vestibular, fez mestrado em Língua Portuguesa na PUC e
passou por alguns dos colégios mais tradicionais da cidade, como o
Santo Agostinho e o Andrews. Deu cursos e palestras em mais de
cem empresas em todo o país e, desde o início dos anos 90, atua
como instrutor e consultor de empresas jornalísticas como as
Organizações Globo e o Jornal do Brasil, onde assina a coluna
dominical Língua Viva.