"Depois deste livro de Alain de Botton,
Proust
será saboreado com renovado entusiasmo"
Washington
Post
Antes de completar 30 anos, Alain de Botton era
saudado pela crítica americana como um Stendhal do cenário
amoroso dos anos 90. Ele tomou a linha de frente da nova ficção
britânica com a publicação de Ensaios de amor, uma versão
pop de Fragmentos de um discurso amoroso de Roland
Barthes, e O movimento romântico – Sexo, consumo e o
romance – uma pensata sobre Madame Bovary,
ambientada no ritmo dos affairs da Londres contemporânea.
Agora este suíço graduado em Filosofia pela Universidade de
Cambridge traz uma nova inversão de gêneros para deliciar o leitor
com sua especialidade: travestir a alta cultura em episódios mundanos
com uma sensibilidade jovem, irônica e sofisticada.
Desta
vez ele usa livros de auto-ajuda conjugados com crítica literária e
biografia do autor de uma das obras mais aclamadas deste século:
Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust – um sofredor
de primeira classe, asmático, insone e com fixação materna. Morto
aos 51 anos, sem seu valor reconhecido, dependente do dinheiro da
família, ele pagou para publicar seu trabalho, aos 42 anos. Hoje a
vida e a obra de Proust movimentam atividades acadêmicas e
editoriais que nesta década registraram mais quatro novos biógrafos
(só na França), filmes, peças, gibis, músicas, livros de culinária,
sociedades e home-pages. Mantém a indústria turística na cidade de
Illiers, na França, onde o escritor ambientou o universo da vila de
Combray, e suas particularidades como as emblemáticas
madeleines – os bolinhos que metaforizam o tempo
redescoberto.
Personagens como a duquesa de
Guermantes, Albertine, o barão de Charlus e Swann percorrem sete
volumes somando três mil páginas, onde o narrador não culpa os
outros por seus problemas. Ele dribla o sofrimento como uma
oportunidade de reelaborar idéias e estabelecer uma relação mais
proveitosa com a experiência. Para Alain de Botton, Em busca do
tempo perdido é "uma história cheia de idéias práticas e
universalmente aplicáveis sobre como parar de desperdiçar a
vida".
Em Como Proust pode mudar sua vida
Alain de Botton se aproxima do autor sem ficar dominado. Exibe
sua gentileza, generosidade e excentricidade. Bom prosador, De
Botton ressalta que os parisienses acusavam Proust de ter uma
agenda repleta de nomes notáveis, ir sempre ao Ritz e freqüentar
muitas festas. Com ironia e inteligência Como Proust pode mudar
sua vida serve reflexões e receitas para enganos, males de amor
e decepções variadas. O escritor John Updike afirma na revista
The New Yorker que De Botton escreve em inglês, mas com
sabedoria francesa e imparcialidade. Para a revista Time o
livro "é uma irresistível madeleine a ser devorada de uma só
vez".
Sobre o autor
Alain de Botton
nasceu na Suíça em 1969, formou-se em Cambridge e mora em
Londres. Dele a Rocco já publicou Ensaios de amor e O
movimento romântico. Em breve, lançará Kiss and tell. Sua
obra já foi traduzida para 16 idiomas.