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Hemingway no amor e na guerra:
O diário perdido de Agnes Von Kurowsky
Henry S. Villard e James Nagel
Biografia   356 páginas
Tradução: Marta Schmidt
ISBN: 8532510442


Este livro foi escolhido pelo New York Times como um dos melhores de 1989

Pouco tempo após o fim da I Guerra Mundial, Agnes von Kurowsky, primeira paixão de Ernest Hemingway, recebeu dele uma carta comunicando que estava escrevendo um romance sobre o namoro que tiveram num hospital em Milão. Agnes respondeu que se sentia "honrada" e que esperava "ansiosamente" pelo livro. Adeus às armas foi o grande lançamento de Hemingway como um dos gênios da literatura mundial neste século. Motivou um filme com Gary Cooper em 1932 e outro com Rock Hudson em 1957. Mas deixou Agnes furiosa. Ela aparece no livro com o nome de Catherine Barkley, amante de um certo Frederic Henry, que era o próprio Hemingway. "Nunca fui uma garota desse tipo", disse, aos 84 anos, em entrevista ao ex-embaixador americano Henry S. Villard. "Nunca houve um caso entre nós", assegurou. Agora, no livro Hemingway no amor e na guerra: o diário perdido de Agnes von Kurowsky, Villard e James Nagel tentam comprovar que o autor de O velho e o mar apaixonou-se com a totalidade de sua alma por Agnes que, no entanto, correspondeu sem muito entusiasmo. Para eles, não houve mais que um flerte. O que não impediu Agnes de escrever-lhe muitas cartas, nas quais o chamava de "meu amado" e usava expressões amorosas.

Um dos autores, Henry S. Villard, combateu na I Guerra Mundial, foi ferido e acabou no mesmo hospital de Milão onde o escritor também estava em tratamento. Villard conseguiu o diário de Agnes, através do viúvo dela, além de várias cartas que ela enviou a Hemingway. Com James Nagel, examinou estes e outros documentos. Neste livro, eles contestam a versão de Hemingway em Adeus às armas. Qual seria a real gravidade dos ferimentos do gênio da literatura? E, principalmente, o que há de verdade em seus relatos da guerra e do envolvimento dos dois? Por fim, oferecem ao leitor a versão que seria de Agnes.

Ernest Hemingway serviu como motorista de ambulância da Cruz Vermelha na Itália durante a guerra. Quando levava café e chocolate para os soldados em batalha, recebeu centenas de estilhaços de morteiro nas pernas e foi atingido por balas de metralhadora. Assim mesmo, colocou um soldado italiano ferido nos ombros e o levou para receber socorro. Voltou aos Estados Unidos como herói mas, segundo os autores, exagerou ao contar sua história: disse que recebera 32 balas calibre 45 e que 28 delas foram removidas sem anestesia. São versões de uma história que dificilmente será totalmente passada a limpo, já que os personagens principais estão mortos. De qualquer forma, Ernest Hemingway entrou para a história como um brilhante escritor — e, como tal, certamente a ficção estava sempre acima do real. Ainda bem.

Sobre os autores

Henry S. Villard era aluno de Harvard em 1917 quando se inscreveu para servir no corpo de ambulâncias da Cruz Vermelha na Itália. Em 1928, depois de trabalhar como pós-graduado em Oxford, entrou para o American Foreign Office, tendo chegado a embaixador. Faleceu em fevereiro de 1996 aos 96 anos.

James Nagel é professor de Literatura Americana na Universidade da Geórgia. Publicou 17 livros sobre ficção americana. É o coordenador executivo da American Literature Association e ex-presidente da Ernest Hemingway Society.




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