Projeto único entre as editoras
brasileiras, a coleção ArteMídia, da Rocco, entra em seu quinto ano
de existência com 45 livros publicados nas áreas de cinema, moda e
comportamento.
A série Cinema,
motivo de enorme orgulho para a editora, marca uma parceria da
Rocco com o British Film Institute, produtor das elogiadas
coleções BFI Classics e BFI Modern Classics.
Entre os ensaios, há pérolas como os estudos de Salman Rushdie
sobre O mágico de Oz, de Melvyn Bragg sobre O sétimo
selo, e autores nacionais como Saulo Pereira de Mello, que
escreve sobre o histórico filme Limite.
Os títulos dessa coleção, de fato,
dispensam maiores comentários: Pulp fiction, Cães de
aluguel, Um drink no inferno, Trainspotting e Cova
rasa, Shakespeare apaixonado, O piano,
Quatro casamentos e um funeral, Razão e
sensibilidade, Cantando na chuva, Deus e o Diabo na
terra do sol, Rocco e seus irmãos, Cidadão Kane,
Lolita, Napoleão, Mulheres à beira de um ataque de
nervos, Terra estrangeira, Fargo, Gênio
indomável, Ondas do destino etc.
Agora, a editora Rocco lança ensaio
sobre um dos clássicos do cinema mudo: Ouro e maldição, de
Jonathan Rosenbaum. Rodado em 1923, com direção de Erich von
Stroheim, Ouro e maldição nunca foi exibido no formato
concebido pelo diretor. Segundo as histórias oficiais do cinema, a
obsessão de Stroheim pelos detalhes que garantiam o realismo foram
responsáveis por um filme de mais de sete horas de duração.
Remontada, a obra acabou sendo lançada com um quarto da sua
duração original, tornando-se um grande fracasso comercial.
Jonathan Rosenbaum não apenas
reconstrói pacientemente a história da acidentada produção, como
enfoca também importantes aspectos da recepção dessa obra
"mutilada".
Sobre o autor:
Jonathan Rosenbaum é autor de vários
ensaios sobre o cinema americano e colabora regularmente no
Chicago Reader.