O pioneirismo das pesquisas de Robert A.
Weinberg pode ser avaliado em todas as principais conquistas na luta
contra o câncer efetuadas nas últimas décadas. Em 1980, seu
laboratório identificou o primeiro oncogene humano, o ras. Em
1986, sua equipe conseguiu isolar o primeiro gene supressor de
tumor, o retinoblastoma. Essas descobertas revolucionaram os
conceitos sobre as origens do câncer no ser humano e prepararam o
caminho para novas tecnologias de diagnóstico da doença.
Em Uma célula renegada,
Weinberg disseca o porquê de o câncer ser, basicamente, um
crescimento descontrolado da célula. Alguns dos novos métodos de
diagnóstico buscam minúsculas aberrações que transformam genes
promotores de crescimento em genes cancerosos. Outros testes
desvendam os erros genéticos que neutralizam a atividade de certas
proteínas inibidoras de crescimento. A descoberta desses elementos
decisivos representa um extraordinário avanço para a medicina, mas,
para Robert A. Weinberg, isso é apenas o início.
Weinberg nos conta como as raízes da doença
foram identificadas em 1909 e quando foi descoberto o primeiro vírus
causador do câncer. Fala, também, sobre a revelação do papel dos
carcinógenos químicos e da radiação no desencadeamento da
doença, e relata a extraordinária história da descoberta dos
oncogenes e dos genes supressores de tumor, principais
controladores da proliferação celular normal e maligna.
Uma célula renegada não
apenas apresenta uma clara e abrangente visão sobre a direção das
pesquisas sobre a doença, mas também oferece um quadro
auspicioso do que está sendo feito na vanguarda das pesquisas
sobre o câncer.
Sobre o autor
Robert A. Weinberg é diretor do Laboratório de
Pesquisa em Oncologia do Whitehead Institute e professor de
biologia no Massachusetts Institute of Technology, em
Cambridge. Em 1996, seu trabalho foi considerado, pelo New York
Times, uma "realização de importância incalculável, que
abre caminho para uma compreensão multidimensional dos
mecanismos de malignidade".