As mulheres são mais fortes, mais sensuais,
mais empreendedoras e se adaptam com mais facilidade a qualquer
circunstância. Ao contrário do que sempre foi divulgado por
terapeutas do mundo inteiro, elas não são menos interessadas em
sexo, adoram desafios, grandes realizações e já enterraram no
passado o conceito de uniões monogâmicas, com parceiros mais
velhos, de status superior.
Essas
afirmações, baseadas em rigorosas pesquisas científicas, estão
reunidas no livro Mulher: uma geografia íntima. Fazendo uma
homenagem ao corpo feminino, a escritora americana Natalie Angier
derruba, de forma definitiva, o mito do sexo frágil.
De um lado, útero, óvulo, seios, sangue, clitóris.
Do outro, movimento, força, agressividade e fúria. A qual desses dois
grupos normalmente é associada a imagem da mulher? Ao primeiro, é
claro. Só que nada disso é verdade. Ou, pelo menos, não deveria
ser.
Muitas são as idéias e as teorias
lançadas pela autora. A origem dos seios, por exemplo, a função do
orgasmo, o motivo pelo qual as mulheres precisam umas das outras e
ao mesmo tempo se repelem quase que com a mesma intensidade.
Ciência e medicina também estão presentes, solidificando e
enriquecendo os argumentos de Natalie Angier, que faz questão de
afirmar que não "escreveu um guia da saúde feminina" e
sim um livro que tenta responder "o que faz uma mulher ser
mulher".
Sobre a autora
Natalie Angier nasceu em 1958, no Bronx,
Estados Unidos. Começou a trabalhar cedo e atualmente é a jornalista
responsável pela seção de Ciências do New York Times. Já
recebeu os prêmios Pulitzer e Lewis Tomas. Autora de Natural
Obsessions (1988), que desvenda os mistérios da célula
cancerosa, escreve regularmente para Time e
Discover. A beleza da fera, uma coletânea de ensaios
sobre o mundo natural, foi publicado pela Rocco em 1998.
Atualmente vive com o marido e a filha em Taloma Park,
Maryland.