O grotesco feminino   Saiba como comprar Entre em contato com a Rocco Conheça alguns lançamentos da Rocco para saber mais sobre a Rocco
Compare preços
para este título
Compare preços para este título

O grotesco feminino
Risco, excesso e modernidade
Mary Russo
Ensaio   248 páginas
Tradução: Talita M. Rodrigues
ISBN: 8532511317


Normal e comum não são o mesmo. "O normal nada mais é do que o padrão prevalecente", escreve Mary Russo em O grotesco feminino. Em vez de buscar a normalidade, a crítica literária e professora universitária realiza uma topografia do corpo (e da imagem) feminino, inúmeras vezes associada ao grotesco. E, a partir daí, observa como são construídas as identidades e sugere novos modelos para relações sociais, inclusive entre os gêneros.

A própria autora considera a experiência com o grotesco algo claustrofóbica. Em sua origem etimológica grotesco deriva do italiano grottesco, termo utilizado para descrever as cavernas e subterrâneos descobertos durante as escavações de Pompéia e de Herculano, no século XV. "Como metáfora do corpo, a caverna tende a se parecer (e, no sentido mais grosseiro, identificar) com o corpo feminino anatomicamente cavernoso", diz a escritora.

Através dos textos de Sigmund Freud, Mikhail Bakhtin, das fotografias "bulímicas" de Cindy Sherman, da literatura pós-moderna de Angela Carter, e dos filmes de Ulrike Ottinger e David Cronenberg, Mary Russo analisa o grotesco na cultura, sem catalogar figuras grotescas ou buscar seu modelo ideal. Entretanto ela própria se vê obrigada a citar alguns dos estereótipos do grotesco: a Mulher-Barbada, a Medusa, a Bruaca, a Dona Gorda, até a associação do grotesco com as próprias feministas, das suffragettes às megeras queimadoras de sutiãs. "E podemos começar uma extensa lista que acrescentaria a estas curiosidades e aberrações aquelas condições e atributos que associam estes tipos com desvios sexuais e sociais contemporâneos, e os problemas femininos aparentemente mais comuns com processos e partes do corpo: doença, velhice, reprodução, não-reprodução, secreções, caroços, inchaços, perucas, cicatrizes, maquiagem e próteses."

Dividido em capítulos inter-relacionados, O grotesco feminino trata das relações do grotesco e do modernismo (Lá em cima, lá fora: acrobacias aéreas, o grotesco e a crítica), aberrações físicas (Freaks, Freak Orlando, Orlando), a mulher mutante e "os corpos possíveis" (Gêmeos e as mulheres mutantes) e a moda e os modelos de corpo (De baixo para cima), além de um último capítulo que reitera os principais pontos do livro (Reestruturando o espetáculo).

Intrigante alternativa para a tolerância à heterogeneidade, O grotesco feminino é um livro fundamental para a compreensão do imaginário contemporâneo, que prende a atenção com sua deliciosa mistura de erudição e iconoclastia.

 

Sobre a autora

Mary Russo é professora de Literatura e Crítica Literária do Hampshire College.




Rocco      Destaques      Contato      Como Comprar

editoras.com